sábado, 4 de agosto de 2007

Sofrimento do suicida


"Em regra, o homem não tem o direito de dispor da vida, por isso que esta lhe foi dada visando deveres a cumprir na Terra, razão bastante para que não a abrevie voluntariamente, sob pretexto algum. Mas, ao homem - visto que tem o seu livre-arbítrio - ninguém impede a infração dessa lei. Sujeita-se, porém, às suas conseqüências. O suicídio mais severamente punido é o resultante do desespero que visa a redenção das misérias terrenas, misérias que são ao mesmo tempo expiações e provações. Furtar-se a elas é recuar ante a tarefa aceita e, às vezes, ante a missão que se devera cumprir."
O céu e o inferno
ou A Justiça Divina Segundo O Espiritismo
por Allan kardec -
Segunda Parte - Exemplos -
Capítulo V - Suicídas
O suicídio, que a princípio pode parecer a solução de todos os problemas para um ser atormentado, nada mais é do que a causa de um sofrimento muito maior no plano espiritual. Muitos são os relatos que nos chegam através dos espíritos abordando este tema. Para quem tem interesse em conhecer mais sobre as provas do espírito suicída, recomendo a leitura de Memórias de um suicída, em que o espírito de Camilo Castelo Branco narra todas as expiações vividas após tirar a própria vida em 1890.
No Livro dos Espíritos, a questão 957 aborda este assunto:
"957 - Quais são, em geral, as conseqüências do suicídio sobre o Espírito?
– As conseqüências do suicídio são muito diversas: não existem penalidades fixas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram; mas uma conseqüência da qual o suicida não pode escapar é o desapontamento. Além disso, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente; outros, em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam."
Espero, de coração, que esta pequena postagem ajude as pessoas a refletirem sobre este ato...
Fiquem todos com Deus!

Um comentário:

LENINHA disse...

Linda...
obrigada por tua visita...
vim retribuir tuas lindas palavras com meu abraço carinhoso.
Leninha.

Depois do Temporal

Cansado coração, ouve, lá fora,
O turbilhão do temporal violento,
Cai o granizo, ruge a voz do vento...
É a Natureza que se desarvora.

O firmamento é anônima cratera,
Quando o raio estraçalha a noite escura,
E choras, ante o caos e a desventura,
A prova que te ensombra e dilacera.

Ao furacão que passa, caem ninhos,
Tombam troncos, a ímpetos medonhos,
E recordas as pedradas dos caminhos,
Que varaste perdendo os próprios sonhos!...

Espera e crê!... O temporal vai longe!...
Amanhã seguirás em nova estrada
E, ao teu olhar, a luz será mais linda,
Quando o Sol acender a madrugada!...

(Maria Dolores)