sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Balanço do ano



Mais uma vez chegamos ao “Fim do Ano”. Semelhante aos outros anos, a correria para as compras de Natal, promessas de mudanças para 1º/1/2008... Enfim, a utopia que sempre toma conta de todos nós ao percebermos que mais um ano acabou e de que o tempo passou muito rápido.

Muitos só valorizam o lado social dessa época, reuniãozinha com os amigos, amigo-secreto, a ceia com a família, preparativos para o Reveillon, etc. Embora as relações sociais sejam importantíssimas, devemos nos lembrar que este também é um momento de introspecção, de conversar consigo mesmo e reavaliar os últimos doze meses.

Eu mesma já me fechei para balanço há algumas semanas... Claro que não deixei de freqüentar nenhum evento social, mas tenho refletido bastante nos últimos dias e conclui que só tenho o que agradecer a Deus!!!

Em 2007 obtive grandes conquistas, amadureci muito, sofri uma grande decepção, é verdade, mas aprendi muito mais.

Foi neste último ano que adquiri meu primeiro imóvel! Nossa, como é bom chegar a minha casa e pensar: “esse é o meu lar”!!!

Também provei minha coragem ao não entrar de cabeça numa “super-roubada” e não me deixei acomodar!

Passei pela minha prova de fogo, em que fui obrigada a reunir todas as minhas forças para dizer adeus a um sentimento que me fazia muito mal há anos. Como é difícil nos desfazer das ilusões!

Outra decisão foi a opção por fazer uma outra graduação. Novos horizontes, novas perspectivas.

Infelizmente foi nesse ano que uma pessoa muito especial passou para o outro plano. A dura constatação de que a vida carnal realmente é efêmera.

Mas para minha felicidade, abracei de alma inteira uma nova fé. Pois em outras bandas, estou finalmente me desenvolvendo.

Fiz novos amigos e reatei contato com os antigos, pessoinhas que enchem meu coração de alegria. Como é bom ter amigos! Amigos de todos os tipos: aqueles que te levam pro hospital quando você está doente; aqueles que te ouvem lamuriar pela zilionésima vez a mesma ladainha; aqueles que te acompanham no chopp ou no shopping; aqueles que te dizem a verdade que dói; aqueles que te mostram um novo caminho; aqueles que te contam piadas sem graça, mas que você ri porque percebe que ele realmente acha aquilo engraçado; aqueles que dirigem numa velocidade de cruzeiro e ainda se perdem no caminho; aqueles que te ligam super-eufóricos para contar alguma façanha; aqueles que vão morar do outro lado do oceano; aqueles que vieram de longe te visitar; aqueles que a gente fica muito tempo sem se ver, mas ao reencontrar percebe que a amizade é a mesma...

No balanço geral, acredito que 2007 foi um ano muito positivo, embora com algum sofrimento, pois sem dor não aprendemos, não crescemos. Desta forma, desejo a todos que, ao fazerem seu fechamento de fim de ano, cheguem a conclusão de que o saldo é positivo e de que para o próximo ano, as perspectivas são ainda melhores.

Fiquem todos com Deus!


sábado, 24 de novembro de 2007

Lar de Frei Luiz


Depois de um tempo ausente, resolvi voltar aos meus posts neste blog. Já havia definido o assunto e buscava textos relacionados ao tema no "Grande Pai Google". De repente surgiu uma vontade inexplicável de pesquisar sobre o Lar de Frei Luiz. E como acredito que devemos respeitar estes momentos de intuição, pesquisei e surpreendentemente me deparei com uma acusação que me deixou estarrecida!!!


Para quem não conhece, o Lar de Frei Luiz, ou mini-cidade do amor, é uma instituição carioca que mais que um Centro Espírita que auxilia centenas de seres, encarnados e desencarnados, nas reuniões públicas semanais nas noites das quartas-feiras e quinzenais aos domingos pela manhã, também acolhe menores em 11 casas-lares, abriga idosos na Casa de Felipe e presta atendimento no Hospital Holístico Dr. Lauro Neiva.


Freqüentei o Lar há alguns anos, a princípio como "paciente", buscando atendimento espiritual. Lembro até hoje a primeira vez que coloquei meus pés na Estrada da Boiúna. A energia daquele lugar é indescritível!. O Rodriguinho, médium que me atendeu na primeira consulta e que depois tornou-se um grande amigo, fez o convite para participar da Mocidade de Frei Luiz. Após algumas reuniões, resolvi conhecer o Grupo Jovem. Nesse momento o meu envolvimento com a Casa foi tão intenso que cheguei a me mudar de Copacabana para Jacarepaguá, para estar mais próxima ao Frei. Logo em seguida passei a auxiliar na Evangelização das crianças que acompanhavam os pais nas reuniões públicas nas Quartas e Domingos, participava da Mocidade aos Sábados, Educação Mediúnicas nas Terças e sempre me oferecia como voluntária em qualquer atividade que precisassem de ajuda: recreação das crianças internas, leitura para os idosos, sopão, etc. O ingresso na vida espiritual geralmente tende a ser exagerado, e só com o tempo aprendemos a dosar a medida certa.


O importante é que nestes anos em que me doei ao Lar Frei de Luiz recebi muita coisa em troca. Fiz grandes e verdadeiros amigos, aprendi muitas lições de vida, iniciei meu desenvolvimento mediúnico, sofri e principalmente cresci muito espiritualmente. Foi exatamente no Lar que tive a intuição de que "meu lugar" ainda não era aquele e que eu deveria buscar outros ares, mais ao Sul do País. E assim, aqui estou eu morando em Curitiba há 11 anos, mas com uma saudade enorme da Boiúna, de ouvir a Ave-Maria, a Prece de Francisco de Assis, o Bosque, as pessoas de branco em volta do busto do Frei, a paz que sentimos naquele lugar... Muitas recordações!


Mas voltando ao assunto do meu achado no Google, quero que fique bem claro que conheço e muito bem o Lar de Frei Luiz.


Então, vamos aos fatos. Na página do Centro Latino-Americano de Parapsicologia, intitulado de "o site oficial do Pe. Quevedo" há um determinado artigo que explana sobre curandeirismo, e trás uma foto do Lar de Frei Luiz durante uma reunião pública com os seguintes dizeres: Mais uma lucrativa associação de curandeiros espíritas disfarçada, para mais enganar, sob nomes cristãos: “Cenáculo espírita CRISTO CONSOLADOR do centro espírita irmãos de Frei Luiz”.


Apenas para elucidar, a revista Isto é no artigo Intervenção do mundo dos mortos explica que no lar o "interessado não desembolsa um tostão. A não ser que compre algo na cantina ou na livraria, recursos que engrossam o orçamento mensal de R$ 120 mil, obtido sobretudo de doações voluntárias".


No site www.lardefreiluiz.org.br há o esclarecimento "Como recebemos pouca ajuda do governo, nosso apoio financeiro vem de: trabalhos comerciais executados no nosso Centro Gráfico a custo baixo; doações; contribuições mensais de pessoas caridosas; venda de livros na nossa livraria, venda de objetos doados em nosso Bazar, venda de artesanatos confeccionados pelas nossas crianças, e movimento na Lanchonete."

Em todos os anos em que freqüentei o Lar de Frei Luiz, em nenhum momento testemunhei qualquer cobrança em espécie para os atendimentos prestados a pessoas que buscam auxílio físico e/ou espiritual. Muito pelo contrário, sempre observei que todos são tratados como irmãos, independente de sua classe econômica.


A nossa Constituição Federal, em seu art. 5º, protege a liberdade de expressão e veda qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. No entanto, neste mesmo artigo declara a inviolabilidade de crença, ou seja, assegura a liberdade de culto. E mais que isso, em qualquer lugar do mundo, a ética versa que não se deve apresentar falsas acusações a uma instituição sem conhecê-la.

Acredito que esta situação nos leva a repensar quando em alguma situação fazemos falso julgamento dos nossos semelhantes. O mandamento é bem claro. "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo".

Fiquem todos com Deus, inclusive o Pe. Quevedo!





segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Nota de Falecimento


Na última sexta-feira, portanto no Dia de Finados, meu avô paterno faleceu. Ele estava internado há alguns dias em decorrência de uma isquemia. O quadro geral acabou piorando, e ele veio a falecer por septicemia.
Mesmo estando ciente de que um dia todos nós partiremos para uma outra morada e de que é mais provável que as pessoas mais idosas façam essa viagem antes de nós, devo confessar que tive muita dificuldade em lidar com a notícia.
Quando liguei para o meu pai desejando os "meus sentimentos" simplesmente desabei. Não consegui parar de chorar e falar algo que o confortasse. Fiquei surpresa com a minha reação, pois geralmente sou bem "forte" nessas situações. Mais surpreendente foi a serenidade do meu pai e a tentativa dele em me acalmar...
Refleti muito neste último fim de semana, principalmente em como a vida é breve... por isso, aprendi que antes que seja tarde demais, você deve dizer o que sente para as pessoas que são importantes na sua vida. Pois pode ser que você só tenha outra chance em outro plano.
Fiquem todos com Deus!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Dia de Finados


Amanhã é Dia de Finados... Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados. A próximidade com a data me fez buscar um artigo que falasse deste tema sobre o enfoque espírita. E ei-lo aqui:
Finados a Luz do Espiritismo
João Demétrio
O culto aos mortos é uma prática das mais antigas e fundamentada em quase todas as religiões, pois esteve inicialmente ligada aos cultos agrários e da fertilidade, onde acreditavam que, como as sementes, os mortos eram sepultados com vistas à ressurreição, o retorno à vida que deveria surgir de algo oculto e misterioso. Com essa crença, os antigos festejavam o dia dos mortos junto aos túmulos, com banquetes e alegria, costume ainda usado em certas culturas do planeta.
Retrocedendo no tempo, encontra-se na História, o registro de que a filosofia dos druidas, na antiga Gália, deu origem às novas escolas espiritualistas, dentre elas a Doutrina Espírita, pois também cultuava o sentido da infinidade da vida, as existências progressivas da alma e a pluralidade dos mundos habitados; além do mais, a raça gaulesa tinha conhecimento dos mistérios do nascimento e da morte.
Assim, a comemoração dos mortos foi de iniciativa gaulesa, pois comemoravam a Festa dos Espíritos, não nos cemitérios – os gauleses não honravam os cadáveres – mas sim, em cada habitação, onde evocavam as almas dos defuntos.
Entretanto, um nevoeiro denso caiu sobre a terra das Gálias, através da mão brutal de Roma que expulsou os druidas e introduziu o Cristianismo eclesiástico da época, que também foi combatido pelos bárbaros, sobrevindo uma noite de dez séculos, chamada Idade Média, que obscureceu o espiritualismo e fez eclodir a superstição e o fanatismo no ser humano.
Foi somente no século X que a Igreja Católica instituiu oficialmente o dia dos mortos em 02 de novembro. Atualmente, esta data transcendeu o lado religioso, passando mais para o lado emotivo e comercial, quando ocorre grande comercialização de flores e velas e a preocupação maior com a conservação dos túmulos, os quais, muitas vezes, ficam o ano inteiro esquecidos e abandonados. Entre os sentimentos internos e as práticas externas, entre os conhecimentos novos da espiritualidade e o comodismo da prática exterior, o Homem procurou o lado mais cômodo para si, arraigando-o ao formalismo material e desprezou a realidade espiritual, razão que fez Jesus assim se expressar aos escribas e fariseus da sua época: “sois semelhantes aos sepulcros caiados (pintados de cal), que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus 23:27).
O Espírito, ao desligar-se do corpo físico, conserva a mesma personalidade, os mesmos defeitos e qualidades, méritos e deméritos, não havendo assim com a morte física qualquer transformação do Espírito, somente a transformação vibratória da sua nova vivência.
Agora questionamos, o dia 02 de novembro será consagrado aos mortos que se foram, ou aos que ficaram na carne? Existem duas categorias de mortos, os assim considerados por ter deixado a vestimenta carnal e os que ainda continuam vivendo encarnados, mas mortos para a vida espiritual, pois somente vivenciam a vida animal. Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélica, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus”.
Assim, com a fé que as religiões pregam com respeito a vida futura e com a certeza advinda pela Doutrina Espírita, pode-se afirmar que os mortos são realmente os que habitam a crosta terrestre, enraizados na matéria e nos vícios, e não os vivos que povoam o Mundo Espiritual, ficando assim designados: mortos-vivos, os que habitam os páramos da Luz; vivos-mortos, os que se acham inumados na carne.
No entanto, esse culto de visitação aos túmulos, essas manifestações de choro e desespero junto aos sepulcros dos mortos, denotam ainda um instinto confuso da imortalidade da alma, mesmo naqueles que se elegem como cristão.
Todavia, se a morte bate à tua porta, aceite-a como algo natural, como um dos ciclos de uma vida (material ou espiritual) que se cumpre, não esquecendo que os corpos são criações do próprio homem, por isso são mortais.
Sentenciados à morte estão todos os homens, no entanto, destinados à imortalidade, logo, morrer, é assumir a imortalidade que permanece no corpo físico ou fora dele, e bem afirma o padre Leonardo Boff, “os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes”.
Tudo no Universo e na Natureza acontece na base de ciclos e, segundo o preclaro Pietro Ubaldi, “tudo que começa tem fim e tudo o que tem fim, recomeça, como também, tudo que nasce, morre, e tudo que morre, renasce”.
Acrescentamos ainda que a existência física, por mais longa que seja, é sempre tempo breve na contagem eterna e, por isso, deve-se viver de tal maneira que possamos desencarnar a qualquer instante, sem aflições e sem desequilíbrio, lembrando, que contrário de morte não é vida, mas sim, nascimento, e em Eclesiastes 7:1, confirma-se: “é melhor o dia da morte do que o dia do nascimento”. Encaminhando para o encerramento, registramos a passagem evangélica em que Maria de Magdala, ao visitar o túmulo do Mestre querido, surpresa, encontrou-o vazio, e saindo do recinto, encontrou-O nimbado de claridade, dizendo: Maria, sou eu. Assim, demonstrou que não devemos procurar os mortos nas sepulturas, mas sim, os vivos, pois a morte do corpo físico não consegue destruir a vida. Por fim, Emmanuel afirma: “da morte podemos escapar, mas da vida, ninguém fugirá jamais”.
Fiquem todos com Deus!

domingo, 28 de outubro de 2007

O poder da prece II



658 A prece é agradável a Deus?
– A prece é sempre agradável a Deus quando é do coração, porque a intenção é tudo e a prece do coração é preferível à que se pode ler, por mais bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o sentimento. A prece é agradável a Deus quando é dita com fé, fervor e sinceridade; mas não acrediteis que Ele seja tocado pela prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique de sua parte um ato de sincero arrependimento e verdadeira humildade.
O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Parte Terceira – Capítulo 2


Mais uma vez volto a este tema: O poder da prece. Cada vez mais observo nas pessoas a busca incessante por soluções milagrosas e imediatas de seus problemas.
Mas me pergunto, onde está a fé?
Deus, que é infinito em sua misericórdia, tem um plano traçado para cada um de nós. Nos cabe a iniciativa de recorrer a Ele nos momentos de dor, pois Deus SEMPRE nos acolhe.
Para finalizar trago um dos contos do livro Atravessando A Rua, de Richard Simonetti.
Fiquem todos com Deus!

Dose Exagerada
-- Tudo bem, chefe, o processo de desagregação do lar de Eduardo Prates está em pleno andamento. Conseguimos incutir em sua esposa, Fátima, a suspeita de que seu marido lhe é infiel. As cenas de ciúmes têm sido terríveis.
Romero, inteligente obsessor a serviço das sombras, ouvia satisfeito a informação do preposto. Organizara o trabalho de influenciação negativa naquela família, pretendendo vingar-se de passadas ofensas. As notícias vinham periodicamente, da parte dos membros da equipe nefasta que, felizes, diziam-lhe dos progressos alcançados:
-- Estimulamos o filho mais velho à bebedeira e lhe sugerimos sair escondido com o carro do pai. Ele fez loucuras, terminando por provocar um acidente, está no hospital, levando pontos na sobrancelha, a frente do carro acabou.
-- A filha, sob nossa influência, envolveu-se com um homem casado, mantendo secretas ligações afetivas. Está em terrível conflito.
-- Induzimos Eduardo a um desentendimento insuportável com seu chefe e pode até perder o emprego...
-- Destemperamos o ânimo de Fátima, que, por insignificante falta, despediu a mulher que servia a família há anos. Estamos agindo para colocar em seu lugar uma menina espevitada. Mais "lenha na fogueira"!...
Romero comprazia-se e instruía sempre, determinando novas sugestões agressivas. Queria a família de Eduardo e Fátima arrasada!
Tão bem ia o processo, que não teve dúvida em afastar-se durante algum tempo, atendendo outros indispensáveis assuntos. Ao regressar, foi procurado por um de seus pupilos que, nervosamente perturbado disse-lhe:
-- Chefe, aconteceu o pior. Creio que exageramos na dose, transtornamos tanto o pessoal, que Fátima decidiu procurar um Centro Espírita, arrastando consigo marido e filhos... Apavorados com os problemas, levaram a sério as orientações. São mais comedidos no relacionamento, disciplinaram as atitudes... Eduardo já leu vários livros espíritas; a mulher integrou-se em serviço assistencial; a filha rompeu a ligação com o homem casado; o rapaz participa de um grupo de jovens espíritas. Temos dificuldades até para ingressar na casa deles, porquanto aprenderam a fazer o culto cristão no lar, atraindo "agentes da luz" que inibem a nossa ação. Se não tomarmos providências imediatas, perderemos nosso trabalho!...
-- Não adianta - responde, irritado, mas com sabedoria, o chefe da organização. - Não há o que fazer por agora, senão deixar que recrudesçam suas tendências inferiores, após a euforia dos primeiros contatos com o Espiritismo. Ficaremos à espreita. Quando se distraírem, voltaremos à carga... E decepcionado: -- Resta-nos apenas esperar...
***
Os Espíritos inferiores só podem agir sobre a mente humana quando ali encontram idéias negativas e tendências viciosas. A influência do mal pede correspondência onde pretenda instalar-se. Só na ausência da luz dominam as trevas. Por isso, a orientação mais segura ante o assédio de inimigos invisíveis e desencarnados é a mesma de sempre:
Pense o Bem! Pratique o Bem! Viva o Bem

domingo, 21 de outubro de 2007



"A obsessão é a ação persistente que um mau Espírito causa sobre um indivíduo"


Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.28, item 81





A obsessão
Grupo Espírita Bezerra de Menezes


"E quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.
Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino.
E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e desde aquela hora, ficou o menino curado"
- (Mateus, cap. 17 - 14 a 18).


8.0 - O QUE É A OBSESSÃO

A obsessão é uma espécie de enfermidade de ordem psíquica e emocional, que consiste num constrangimento das atividades de um Espírito pela ação de um outro.
A influência maléfica de um Espírito obsessor pode afetar a vida mental de uma pessoa, alterando suas emoções e raciocínios, chegando até mesmo a atingir seu corpo físico. A influência espiritual só é qualificada como obsessão quando se observa uma perturbação constante. Se a influência verificada é apenas esporádica, ela não se caracterizará como uma obsessão.
Somente os Espíritos maus e imperfeitos provocam obsessões, interferindo na vontade do indivíduo, fazendo com que ele tenha ações contrárias ao seu desejo natural.
A obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão.
As doenças do corpo carnal só se manifestam quando existem fragilidades estruturais ou carências no organismo físico. Na área psíquica acontece coisa semelhante. Os indivíduos enfraquecidos moralmente, com falhas de caráter, vícios etc, estarão mais sujeitos à obsessão.
O Espírito obsessor, conhecendo as fraquezas morais do enfermo, vai aos poucos obtendo acesso à sua área mental, chegando em alguns casos a dominá-lo. Se a obsessão se intensificar, e não for tratada espiritualmente em tempo hábil, ocorrerá um aumento de afinidade fluídica entre obsessor e obsedado, o que poderá acarretar no agravamento da enfermidade.
As obsessões no período de infância são raras. Geralmente, as influências iniciam-se entre os sete e dez anos de idade, quando a personalidade da criança começa a desabrochar. Depois desse período já é possível que ocorram influências obsessivas mais preocupantes.
Alguns adeptos do Espiritismo costumam dizer que todas as pessoas são obsediadas, mas isso não é verdade. Todos nós recebemos influências espirituais boas e ruins que, de acordo com nosso livre arbítrio, podem nos encaminhar para o Bem ou para o Mal.
A obsessão é caracterizada por uma enfermidade com sinais bastante perceptíveis. Só é obsediado, no real significado da palavra, aquele que está psicologicamente enfermo por causa de influências espirituais negativas, ou se fez prisioneiro de pensamentos mórbidos existentes em sua intimidade.

Abaixo, citaremos alguns ensinamentos de Allan Kardec sobre o assunto, encontrados na Revista Espírita, ano de 1858, mês de Outubro:

- Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que encontramos entre os homens na Terra. Há, pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes, há os levianos, malévolos, mentirosos, astutos, hipócritas, espirituosos, trocistas etc.
- Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazer o bem, outros para nos fazer o mal, segundo os Espíritos bons ou maus.
- Pela inferioridade física e moral de nosso globo, na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores.
- Entre os que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais particularmente sobre o nosso pensamento, aconselhando-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos; felizes se escutarmos a voz dos bons.
- Liga-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança.
- A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento; aconselham, combatem a influência dos maus e se afastam, desde que não sejam ouvidos.
- O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.
- Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira pessoa pode substituí-la.


8.1 - CAUSAS DA OBSESSÃO

"Reconcilia-te sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26).


Basicamente, a obsessão tem quatro causas: as morais, as relativas ao passado, as contaminações e as anímicas.


a) As causas morais
As obsessões de causas morais são aquelas provocadas pela má conduta do indivíduo na vida cotidiana. Ao andarmos de mal com a vida e com as pessoas, estaremos sintonizando nossos pensamentos com os Espíritos inferiores e atraindo-os para perto de nós. Desse intercâmbio de influências poderá nascer uma obsessão.
Vícios mundanos, como o cigarro, a bebida em excesso, o cultivo do orgulho, do egoísmo, da maledicência, da violência, da avareza, da sensualidade doentia e da luxúria poderão ligar-nos a entidades espirituais infelizes que, mesmo desencarnadas, não se desapegaram dos prazeres materiais. Esses Espíritos ligam-se aos "vivos" para satisfazerem seus desejos primitivos, tratando as pessoas como se fossem a extensão de seus interesses no plano material.


b) As causas relativas ao passado
As obsessões relativas ao passado são aquelas provenientes do processo de evolução a que todos os Espíritos estão sujeitos. Nas suas experiências reencarnatórias, por ignorância ou livre arbítrio, uma entidade pode cometer faltas graves em prejuízo do próximo. Se a desavença entre eles gerar ódio, o desentendimento poderá perdurar por encarnações a fio, despontando nos desafetos, brigas, desejos de vingança e perseguição. Casos assim podem dar origem a processos obsessivos tenazes.
Desencarnados, malfeitor e vítima continuam a alimentar os sentimentos de rancor de um para com o outro. Se um encarna, o outro pode persegui-lo, atormentando-o e vice-versa.


c) As contaminações
As contaminações obsessivas geralmente acontecem quando uma pessoa freqüenta ou simplesmente passa por ambientes onde predomina a influência de Espíritos inferiores. Seitas estranhas, onde o ritualismo e o misticismo se fazem presentes; terreiros primitivos, onde se pratica a baixa magia; benzedeiras e mesmo centros espíritas mal orientados são focos onde podem aparecer contaminações obsessivas. Espíritos atrasados, ligados ao lugar onde a pessoa freqüentou ou visitou, envolvem-se na sua vida mental, prejudicando-a. Ocorrem também situações em que as irradiações magnéticas vindas desses ambientes, causam-lhe transtornos fluídicos. A gravidade dos casos estará na razão direta da sintonia que os Espíritos inferiores estabelecerem com os pacientes.


d) Causa anímica ou auto-obsessão
As obsessões anímicas são causadas por uma influência mórbida residente na mente do próprio paciente. Por causa de vícios de comportamento, ele cultiva de forma doentia pensamentos que causam desequilíbrio em sua área emocional.
Muitas tendências auto-obsessivas são provenientes de experiências infelizes ligadas às vidas passadas do enfermo. Angústia, depressão, mania de perseguição ou carências inexplicadas podem fazer parte de processos auto-obsessivos.
O auto-obsediado costuma fechar-se em seus pensamentos negativos e não encontra forças para sair dessa situação constrangedora. Esse posicionamento mental atrai Espíritos doentios que, sintonizados na mesma faixa psíquica, agravam sua doença espiritual.
A fluidoterapia, largamente usada nas casas espíritas, pode ser utilizada como auxiliar no tratamento das auto-obsessões. A melhor terapia, no entanto, é a reeducação através da conscientização dos seus males e conseqüente mudança de postura.


8.2 - CARACTERÍSTICAS DA OBSESSÃO

A Obsessão apresenta características que pode situá-la no grau de gravidade que lhe é própria. Há três graus de gravidade: Obsessão Simples, Fascinação e Subjugação.


a) Obsessão Simples
É um tipo de influência que, de forma sutil, constrange a pessoa a praticar atos ou ter pensamentos diferentes do que geralmente possui. O obsedado, às vezes, nem percebe o que lhe está ocorrendo. Em outras, têm consciência da influência daninha, mas não consegue se livrar dela. Este tipo de obsessão é muito comum e pode agravar-se, dependendo da natureza do Espírito atrasado envolvido e das disposições morais do paciente.


b) Fascinação
Allan Kardec disse, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que a fascinação é o pior tipo de obsessão. Trata-se de uma ilusão provocada por um Espírito hipócrita que domina a mente do paciente, distorcendo seu senso de realidade. O Espírito obsessor planeja muito bem seu intento destrutivo e busca envolver o indivíduo em artimanhas mentais bem preparadas.
As portas de entrada para a fascinação, como sempre, são as falhas morais. É no orgulho de sua vítima que o Espírito hipócrita encontra o alimento para fascinar-lhe a personalidade.
Para conseguir seu domínio, a entidade maldosa exalta a vaidade do obsedado, fazendo-o sentir-se infalível e autoconfiante. A ilusão é tamanha que o fascinado adquire uma grandiosa cegueira, o que não lhe permite perceber o ridículo de certas ações que pratica.
Doutrinas absurdas, idéias contraditórias, teorias impraticáveis podem ser oriundas da ação de médiuns ostensivos ou não, que estão sob o império da fascinação. A pessoa fascinada dificilmente aceita sua condição de enferma, o que dificulta a cura do processo obsessivo. Geralmente se aborrece com as críticas e com as pessoas que não participam de sua admiração e afasta-se de quem quer que possa abrir-lhe os olhos.
Do simples e ignorante, ao intelectual e letrado, todos podem ser vítimas da fascinação.


c) Subjugação
A subjugação pode ser moral ou corpórea. No caso moral, o Espírito obsessor adquire forte domínio sobre o psiquismo do indivíduo, levando-o a tomar decisões contrárias ao seu desejo. Na fascinação há uma ilusão. Na subjugação, o paciente tem consciência do que lhe acontece.
Na subjugação corpórea, além de exercer o domínio psíquico, o obsessor atinge a parte fluídica perispiritual do doente. Domina seu corpo físico e, às vezes, numa crise semelhante à epilepsia, atira-o ao chão. Como o obsedado fica quase sempre sem as energias necessárias para dominar ou repelir o mau Espírito, carece da intervenção de uma terceira pessoa com ascendência moral sobre ele, para auxiliá-lo a sair da difícil situação.


8.3 - SITUAÇÕES OBSESSIVAS

As obsessões, de um modo geral, não apresentam gravidade. São fáceis de serem tratadas pela metodologia espírita. Só em um pequeno número de casos há fatores que facilitam a degeneração do processo, culminando na fascinação ou subjugação. Em quase todos os processos obsessivos existem duas partes envolvidas. Só na auto-obsessão, o indivíduo atormenta-se a si mesmo. Assim, podemos ter os seguintes casos de situação obsessiva: De desencarnado para encarnado.
- De encarnado para desencarnado.
- De desencarnado para desencarnado.
- De encarnado para encarnado.
- Obsessão recíproca
- Auto-obsessão.


8.4 - O TRATAMENTO DA OBSESSÃO

"Quando o Espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa donde saí.
E, chegando, acha-a varrida e adornada.
Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro"
- (Lucas, cap. 11, 24 - 26).


A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados. Para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos:


a) Conscientização
Deve-se conscientizar o paciente da situação de enfermo em que se encontra, para que, com sua força de vontade, possa ajudar-se na cura. Nenhum tratamento surtirá efeito se não contar com a vontade de quem precisa dele.


b) Reeducação
É preciso orientar o assistido sobre a necessidade de melhoria de sua conduta na vida diária. Que se esforce para evitar os vícios mais grosseiros e que procure controlar suas más tendências. Sem essa mudança de postura e de visão, dificilmente ficará livre das más influências, que predispõem aos processos obsessivos.
Importante lembrar que os bons exemplos vindos de quem ministra a instrução é uma das grandes armas na luta contra a obsessão.


c) Evangelização
Enfatizar sempre ao enfermo a necessidade de observar os ensinos morais do Evangelho de Jesus, roteiro seguro para libertação dos males do Espírito. Orientar a necessidade da freqüência regular à casa espírita, até que sua enfermidade seja curada ou esteja sob controle. Estimular o hábito da prece, o mais poderoso auxílio no tratamento de obsedados.


d) Intercâmbio espiritual
Orientar moralmente o Espírito obsessor nas reuniões mediúnicas, evocando-o em médiuns preparados para esta tarefa, aconselhando-o a seguir outro caminho que não o da vingança, da mentira ou dos prazeres inferiores. Este trabalho de esclarecimento deve ser feito por pessoas com experiência e conhecimento da ciência espírita, a fim de atingir os resultados esperados.


e) Reequilíbrio familiar
Sempre que possível, a equipe responsável pelo tratamento do enfermo deverá orientar moralmente sua família que, em muitos casos, está envolvida direta ou indiretamente na problemática obsessiva. Além disso, o apoio e a compreensão dos familiares no processo de cura desta grave enfermidade espiritual é fundamental.


g) Tratamento médico
Nos casos em que o processo obsessivo apresentar-se com grave comprometimento psíquico, o paciente deverá receber assistência de um profissional habilitado, que lhe despenderá os cuidados necessários.
É importante enfatizar que não podemos interferir nas prescrições médicas, tampouco suspender medicamentos por conta própria.


f) Ascendência moral
Para se conseguir bons resultados nas tarefas de desobsessão, é preciso que a equipe de atendimento tenha ascendência moral sobre o Espírito obsessor e isso só é possível cultivando uma vida moral sadia. O falar sem exemplificação transforma-se em letra morta. Jesus expulsava os maus Espíritos apenas com o uso de sua autoridade moral. Disse que poderíamos fazer o mesmo.


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" - (Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).

sábado, 1 de setembro de 2007

Decepção. Ingratidão. Afeições destruídas



937 As decepções causadas pela ingratidão e a fragilidade da amizade também não são para o homem de coração uma fonte de amargura?
– Sim; mas já vos ensinamos a lastimar os ingratos e amigos infiéis: eles serão mais infelizes que vós. A ingratidão é filha do egoísmo, e o egoísmo encontrará mais tarde corações insensíveis, como ele mesmo foi. Pensai em todos que fizeram mais o bem do que vós, que valeram muito mais do que vós, e que foram pagos com ingratidão. Pensai que o próprio Jesus foi zombado e desprezado quando na Terra, tratado de velhaco e de impostor, e não vos espanteis que o mesmo possa acontecer convosco. Que o bem que fizestes seja vossa recompensa neste mundo, e não vos preocupeis com o que dizem aqueles que o receberam. A ingratidão é uma prova para vossa persistência em fazer o bem e será levada em conta. Os ingratos serão tanto mais punidos quanto maior tiver sido a sua ingratidão.
938 As decepções causadas pela ingratidão não predispõe a endurecer o coração e fechá-lo à sensibilidade?
– Isso seria um erro, porque o homem de coração, como dizeis, está sempre feliz com o bem que faz. Ele sabe que se pelo bem que faz não o reconhecerem nesta vida, na outra o farão, e que ao ingrato restará a vergonha e o remorso.
938 a Esse pensamento não impede seu coração de ser magoado; portanto, isso não poderia originar a idéia de que seria mais feliz se fosse menos sensível?
– Sim, se preferir a felicidade do egoísta, que é muito triste! Que ele saiba que os amigos ingratos que o abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou sobre eles; portanto, não deve lamentar sua perda. Mais tarde, encontrará outros que o compreenderão melhor. Lamentai aqueles que têm para convosco um comportamento ingrato que não merecestes, porque terão amarga recompensa, um triste retorno; e também não vos aflijais com isso: é o meio de vos colocar acima deles.
☼ A natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores prazeres concedidos na Terra é o de encontrar corações que simpatizam com o seu, o que é indício de uma felicidade que lhe está reservada no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benevolência; é um prazer recusado ao egoísta."
O Livro dos Espíritos
Parte Quarta – Esperanças e Consolações
Capítulo 1 – Penalidades e prazeres terrenos
Decepção. Ingratidão. Afeições destruídas

sábado, 18 de agosto de 2007

O Dom da Paciência


"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora e vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber

A vida é tão rara...Tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára...A vida não pára não".
Paciência Lenine / Dudu Falcão
O tema que escolhi hoje foi a virtude da paciência...
Muita vezes, quando nos acontecem certas situações que não aceitamos muito bem, adotamos a atitude imediata de mal-dizer a sua causa. O Evangelho nos trás uma passagem em que fala da resignação diante das aflições:
"A paciência
7. A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não vos aflijais, pois, quando sofrerdes; antes, bendizei de Deus onipotente que, pela dor, neste mundo, vos marcou para a glória no céu.
Sede pacientes. A paciência também é uma caridade e deveis praticar a lei de caridade ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa e, conseguintemente, muito mais meritória: a de perdoarmos aos que Deus colocou em nosso caminho para serem instrumentos do nosso sofrer e para nos porem à prova a paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que são outras tantas picadas de alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado, recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais sofreu ele do que qualquer de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós tendes de expiar o vosso passado e de vos fortalecer para o futuro. Sede, pois, pacientes, sede cristãos. Essa palavra resume tudo. - Um Espírito amigo. (Havre, 1862.)"
O Evangelho Segundo O Espiritismo - Capítulo IX
Bem-aventurados os que são brandos e pacíficos - A Paciência
Portanto, quando sofremos os reverses da vida e assumimos o papel de vítima, devemos, antes mesmo de lamentar a nossa sorte, avaliar o que nos levou àquela situação. Após este processo, vamos nos supreender em como somos responsáveis pelas nossas escolhas...
Fiquem todos com Deus!

sábado, 4 de agosto de 2007

Sofrimento do suicida


"Em regra, o homem não tem o direito de dispor da vida, por isso que esta lhe foi dada visando deveres a cumprir na Terra, razão bastante para que não a abrevie voluntariamente, sob pretexto algum. Mas, ao homem - visto que tem o seu livre-arbítrio - ninguém impede a infração dessa lei. Sujeita-se, porém, às suas conseqüências. O suicídio mais severamente punido é o resultante do desespero que visa a redenção das misérias terrenas, misérias que são ao mesmo tempo expiações e provações. Furtar-se a elas é recuar ante a tarefa aceita e, às vezes, ante a missão que se devera cumprir."
O céu e o inferno
ou A Justiça Divina Segundo O Espiritismo
por Allan kardec -
Segunda Parte - Exemplos -
Capítulo V - Suicídas
O suicídio, que a princípio pode parecer a solução de todos os problemas para um ser atormentado, nada mais é do que a causa de um sofrimento muito maior no plano espiritual. Muitos são os relatos que nos chegam através dos espíritos abordando este tema. Para quem tem interesse em conhecer mais sobre as provas do espírito suicída, recomendo a leitura de Memórias de um suicída, em que o espírito de Camilo Castelo Branco narra todas as expiações vividas após tirar a própria vida em 1890.
No Livro dos Espíritos, a questão 957 aborda este assunto:
"957 - Quais são, em geral, as conseqüências do suicídio sobre o Espírito?
– As conseqüências do suicídio são muito diversas: não existem penalidades fixas e, em todos os casos, são sempre relativas às causas que o provocaram; mas uma conseqüência da qual o suicida não pode escapar é o desapontamento. Além disso, a sorte não é a mesma para todos: depende das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente; outros, em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam."
Espero, de coração, que esta pequena postagem ajude as pessoas a refletirem sobre este ato...
Fiquem todos com Deus!

domingo, 17 de junho de 2007

O poder da fé



Depois de algumas semanas sem postar no blog, resolvi voltar. E o tema que escolhi esta semana foi o poder da fé. Porque os milagres só se concretizam através da fé...

Uma ótima semana e fiquem todos com Deus!

Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu. dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. - E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? - Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo - CAPÍTULO XIX - A fé transporta montanhas)

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Beco da Esperança



No último fim de semana fui conhecer o BECO DA ESPERANÇA, um abrigo que recolhe animais (cães e gatos) que são abandonados na rua.
Como o abrigo não conta com auxílio do gorverno, nem de nenhuma outra organização, peço àqueles que puderem auxiliar que conheçam os sites http://www.becodaesperanca.org/ e http://www.gatinhos.cwb.zip.net/

Nos sites há fotos dos animais que estão a espera de um novo lar, mas também existe a possibilidade da adoção virtual, através de uma pequena contribuição mensal.

O abrigo é bem modesto e passa por sérios problemas financeiros, no momento estão necessitando com urgência dos medicamentos: Shotapen, Agrovet, Bisolvamicina, Pradotin, Borgal, Tribricen, B12, B1 e vermífugos para gatos. Também necessitam de ração, pois há o gasto diário de 12k de cat chow (gatos) e 25K de Leroy (cães).

As contribuições em ração ou vermífugo, podem ser pagas no REI DOS ANIMAIS (Com Rodrigo ou Ricardo): Rua XV de novembro, 3188 fone: 3262-5131, eles farão a entrega no abrigo ou podem ligar pra Lúcia ir buscar (3344-8685 / 9615-9415).
Quem puder contribuir com medicação: pode deixar pago na Veterinária Prado com Vera (sete de setembro, esquina com travessa da Lapa - prox ao Shopping Estação) e ligar pra Lúcia avisando da medicação que foi comprada p/ q ela possa ir buscar.
Quem puder contribuir com dinheiro, depósito na Caixa econômica Federal, agência 1565, c/corrente 001 00013186-9 em nome de Helena Lemos Coelho
O abrigo também necessita de jornais e material de limpeza.
Se vcs puderem ajudar o abrigo, eu agradeço de coração, mas se não for possível, ao menos repasse esta mensagem.
Obrigada e um beijão a todos,
Cris

sábado, 19 de maio de 2007

Novo começo










Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
De acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
Com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraíste,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes...
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta,
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e
fazer um novo começo,
Qualquer Um pode Começar agora e fazer um Novo Fim.


Mensagem de Chico Xavier




Fiquem todos com Deus!

domingo, 13 de maio de 2007

Dia das mães


A MENSAGEM ENTENDIDA
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. Flores para o dia das mães, de Patrícia A. Rinaldi, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, ed. Sextante.

Patrícia sentiu seu mundo desmoronar quando, após onze anos de casamento, seu marido lhe anunciou que tinha dado entrada no divórcio e estava saindo de casa.
Seu primeiro pensamento foi para os filhos: o menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro.
As dúvidas a assaltaram. Será que ela conseguiria manter a família unida? Será que conseguiria transmitir-lhes o sentido de família? Será que, criando-os sozinha, conseguiria manter o lar, lhes ensinar ética, valores morais e tudo o mais que eles precisariam para a vida?
O importante era tentar. E ela tentou. Durante a semana, ela arranjava tempo para rever os deveres de casa, discutir a importância de fazer as coisas certas. Nos finais de semana, um programa infalível era levá-los para a evangelização.
Era importante alimentar os seus espíritos com as lições de Deus, Jesus, a Boa Nova.
E assim se passaram dois anos. Num dia das mães foi preparada uma homenagem muito bonita, no templo religioso. Falou-se a respeito da difícil tarefa de ser mãe e do reconhecimento que toda mãe merecia.
Finalmente, foi pedido que cada criança escolhesse, dentre as tantas flores que estavam em vasos enfeitados, uma para dar a sua mãe, como símbolo do quanto era amada e estimada.
Os filhos de patrícia se encaminharam até as plantas. Enquanto esperava, patrícia pensava nos momentos difíceis que os três haviam passado juntos.
Olhou as begônias, as margaridas douradas, os amores-perfeitos violetas e ficou a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para ela. Com certeza, eles trariam uma linda flor, como demonstração de seu amor.
Todas as crianças já haviam escolhido as plantinhas e ofertado para suas mães, enquanto os filhos de patrícia continuavam a escolher. Pareciam levar a tarefa muito a sério, olhando atentamente cada vaso.
Finalmente, com um grito de alegria, eles acharam algo bem no fundo. Com sorrisos a lhes iluminar os rostinhos, eles avançaram até onde ela estava sentada e a presentearam com a planta que haviam escolhido.
Ela olhou estarrecida. A planta estava murcha, com aspecto doentio. Aflita, ela aceitou o vaso que os filhos lhe estendiam. Era óbvio que eles haviam escolhido a menor planta, a mais doente. Nem flor tinha. Ela sentia vontade de chorar.
Mas eles olhavam para a plantinha orgulhosos, sorridentes. Mais tarde, já em casa, patrícia não se conteve e perguntou:
Por que, em meio a flores tão maravilhosas, vocês escolheram esta flor para me dar?
Ainda orgulhoso, o menino declarou:
Mamãe, é que esta estava precisando de você.
Enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto, patrícia abraçou seus dois filhos, com força.
Eles acabavam de lhe dar o maior presente de dia das mães que jamais poderia ter imaginado.
Todo o seu trabalho e sacrifício, ela reconhecia, não estava sendo em vão: eles estavam crescendo perfeitamente bem e tinham entendido a linguagem da renúncia e do amor.

***

Não existe uma forma de ser mãe perfeita, mas um milhão delas de ser uma boa mãe.
Esmere-se por ser uma boa mãe o bastante para seus filhos. Sensata para os transformar em homens de bem. Correta para lhes dar os exemplos de cidadania.
Digna para exemplificar a honra e amorosa para lhes falar das coisas que não perecem nunca e criam tesouros além da vida material.


Feliz dias das mães!

sábado, 5 de maio de 2007

Perdoa, meu amor, perdoa


O tema que escolhi hoje foi a passagem do Evangelho que fala da importância do perdão, mas especificamente em ter misericórdia com nossos adversários. No meu ponto de vista esta é uma das mais difíceis tarefas a se cumprir... Como perdoar quem nos magoa?
Reconciliação com os adversários

5. Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro da justiça e não sejais metido em prisão. - Digo-vos, em verdade, que daí não saireis, enquanto não houverdes pago o último ceitil. (S. MATEUS, cap. V, vv. 25 e 26.)

6. Na prática do perdão, como, em geral, na do bem, não há somente um efeito moral: há também um efeito material. A morte, como sabemos, não nos livra dos nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, muitas vezes, com seu ódio, no além-túmulo, aqueles contra os quais guardam rancor; donde decorre a falsidade do provérbio que diz: "Morto o animal, morto o veneno", quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que o outro, a quem ele quer mal, esteja preso ao seu corpo e, assim, menos livre, para mais facilmente o atormentar, ferir nos seus interesses, ou nas suas mais caras afeições. Nesse fato reside a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo dos que apresentam certa gravidade, quais os de subjugação e possessão. O obsidiado e o possesso são, pois, quase sempre vítimas de uma vingança, cujo motivo se encontra em existência anterior, e à qual o que a sofre deu lugar pelo seu proceder. Deus o permite, para os punir do mal que a seu turno praticaram, ou, se tal não ocorreu, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, não perdoando. Importa, conseguintemente, do ponto de vista da tranqüilidade futura, que cada um repare, quanto antes, os agravos que haja causado ao seu próximo, que perdoe aos seus inimigos, a fim de que, antes que a morte lhe chegue, esteja apagado qualquer motivo de dissensão, toda causa fundada de ulterior animosidade. Por essa forma, de um inimigo encarniçado neste mundo se pode fazer um amigo no outro; pelo menos, o que assim procede põe de seu lado o bom direito e Deus não consente que aquele que perdoou sofra qualquer vingança. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não é somente objetivando apaziguar as discórdias no curso da nossa atual existência; é, principalmente, para que elas se não perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, da prisão, enquanto não houverdes pago até o último centavo, isto é, enquanto não houverdes satisfeito completamente a justiça de Deus.
O Evangelho Segundo o Espiritismo - CAPÍTULO X - Bem-aventurados os que são misericordiosos
Para finalizar trago esta letra "Perdoa, Meu Amor" de Casemiro Vieira, que foi gravado por Marisa Montes:
Perdoa, meu amor, perdoa
Perdoa, eu bem sei que errei
Perdoa, meu amor, perdoa
Perdoa se lhe magoei
A minha vida era só melancolia
Até você me aparecer um dia
Como se fosse uma rosa fugidia
Fez dos meus sonhos esta louca fantasia
Ainda sinto o seu perfume encantador
E nos meus lábios, os teus beijos sedutores
Perdoa, meu amor, perdoa
Perdoa se me tens amor


Fiquem todos com Deus!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Formas-pensamento


Watch your thoughts; they become words.
Watch your words; they become actions.
Watch your actions; they become habits.
Watch your habits; they become character.
Watch your character; it becomes your destiny.
(Frank Outlaw)

Cuide dos seus pensamentos; eles se tornam palavras.
Cuide das suas palavras; elas se tornam ações.
Cuide das suas ações; elas se tornam hábitos.
Cuido dos seus hábitos; eles se tornam seu caráter.
Cuide do seu caráter; ele se torna seu destino

Depois de muito ouvir comentar, e de até ser matéria na Veja, resolvi me render e assstir ao filme "The secret". O filme - que na verdade é um documentário com depoimentos de cientistas, médicos, filósofos, visionários, etc - trata do poder da força criadora do pensamento. Assunto que não é novidade alguma para os espíritas. No entanto, o citado filme tem seu foco principal no lado material e esta é a causa de seu sucesso.
Apesar da polêmica, acredito que a iniciativa do filme é benéfica, pois leva as pessoas a pensarem no Bem, não só em relção a sua vida financeira, mas também na Humanidade como um todo.
Para finalizar trago a definição do termo "formas-pensamento" que se encontra no site www.espirito.org.br:
Formas-pensamento – São as idéias projetadas pela mente humana e materializadas no mundo espiritual, construções substanciais na esfera da alma que se mantêm pela força de sustentação de nossos pensamentos. Considerando que toda e qualquer ação e todo e qualquer pensamento fica registrado na memória vital do espírito e no éter-cósmico, pode-se caracterizar as formas-pensamento como concretizações de pensamentos.
Por exemplo: um homem, num ambiente de trabalho, sente inveja de um colega por este se mostrar mais competente, mais esforçado e portanto mais solicitado e admirado, a inveja do primeiro cria no éter cósmico uma forma-pensamento própia do sentimento.
Essa forma-pensamento pode possuir forma específica, como a de uma faca, de um homem morto, ou pode possuir forma indefinida caracterizando apenas o sentimento pelo qual ela foi gerada.
A forma-pensamento pode se depositar no éter cósmico, ou pode colar-se ao indivíduo invejado, no caso do exemplo supracitado, causando-lhe prejuízos psíquicos e até físicos.
Está aí a explicação científica do famoso "mau-olhado", agouro direcionado a uma pessoa que efetivamente, na maioria dos casos logra prejuízos a mesma. Porém as formas-pensamento não se resumem a sentimentos baixos.
Elas podem se originar de sentimentos nobres como o amor ou a benevolência.
Por exemplo: uma mãe, amando profundamente seus filhos, ao assistir o progresso dos mesmos se enche de alegria e envia formas-pensamento benéficas à eles que podem se caracterizar por imagens alegres como um coração, um rosto sorrindo, ou por formas indefinidas mas de cores vivazes e alegres.
Também fatos e acontecimentos podem gerar formas-pensamento, como por exemplo uma guerra em que muito sangue foi derramado e muitos espíritos sofreram atrozmente e pereceram, tudo isso pode ocasionar uma grande mancha escura na região onde a guerra se sucedeu com grande aglomerado de formas-pensamento negativas, gerando, não raro, perturbações de ordem psíquica nos própios moradores da região em função da grande quantidade de energias deletérias.
É o caso da região do nordeste do Brasil onde ocorreu a Guerra de Canudos, a região citada se encontra, sob vidência, com uma enorme mancha negra e uma enorme quantidade de formas-pensamento decorrentes das atrocidades dessa guerra e de todo o sofrimento sofrido nos que nela pereceram.Um determinado homem, através de seus incessantes clamores de inveja pode, por exemplo, lançar formas-pensamento de um lugar para qualquer outro, por exemplo, um homem inveja o confôrto e a riqueza da casa de um irmão que foi mais bem sucedido na vida que ele.Ele, por invejar sua casa, manda, inconscientemente, formas-pensamento negativas para lá e as mesmas ficam alí depositadas gerando diversos males de acordo com a intensidade do pensamento do emissor.Por isso é bom sempre pedir em nossas orações ajuda àqueles que, mesmo sem querer exercem esse maligno prejuízo aos outros e pedir também que nossa casa assim como nós mesmos possamos ser limpos pelos espíritos amigos de quaisquer formas-pensamento negativas que possam ter se depositado em nossa casa ou em nós. É importante acrescentar que somente os espíritos já evoluídos é que conseguem dar a forma e comandar com plenos poderes suas formas-pensamento, os demais espíritos as produzem inconscientemente.
(Leitura básica: "Evolução em dois mundos" psicografado pelos médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira e ditado pelo espírito André Luiz)
Fiquem todos com Deus!!!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Espíritos Protetores

Meu Deus, permite que os bons Espíritos que me cercam venham em meu auxílio, quando me achar em sofrimento, e que me sustentem se desfalecer. Faze, Senhor, que eles me incutam fé, esperança e caridade; que sejam para mim um amparo, uma inspiração e um testemunho da tua misericórdia. Faze, enfim, que neles encontre eu a força que me falta nas provas da vida e, para resistir às inspirações do mal, a fé que salva e o amor que consola.


"490 O que se deve entender por anjo de guarda?

– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

491 Qual é a missão do Espírito protetor?

– A de um pai para com seus filhos: conduzir seu protegido ao bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.

492 O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde seu nascimento?

– Desde o nascimento até a morte e, muitas vezes, o segue após a morte na vida espiritual, e mesmo em muitas existências corporais, porque essas existências são somente fases bem curtas em relação à vida do Espírito.

493 A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?

– O Espírito é obrigado a velar por vós, se aceitou essa tarefa. Mas escolhe os seres que lhes são simpáticos. Para uns é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.

493 a Ao se ligar a uma pessoa o Espírito renuncia a proteger outros indivíduos?

– Não, mas não faz só isso, exclusivamente.

494 O Espírito protetor está inevitavelmente ligado à criatura confiada à sua guarda?

– Pode ocorrer que alguns Espíritos tenham que deixar sua posição para realizar diversas missões, mas nesse caso são substituídos.

495 O Espírito protetor abandona algumas vezes seu protegido quando este é rebelde aos seus conselhos?

– Ele se afasta quando vê que seus conselhos são inúteis e a vontade de aceitar a influência dos Espíritos inferiores é mais forte no seu protegido. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir; é, porém, o homem quem fecha os ouvidos. O protetor volta logo que seja chamado.
É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos por seu encanto e por sua doçura: a dos anjos de guarda. Pensar que se tem sempre perto de si seres superiores, sempre prontos para aconselhar, sustentar, ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e devotados que as mais íntimas ligações que se possa ter na Terra, não é uma idéia bem consoladora? Esses seres estão ao vosso lado por ordem de Deus,que por amor os colocou perto de vós, cumprindo uma bela, embora difícil, missão. Sim, em qualquer lugar onde estiverdes estarão convosco: nas prisões, nos hospitais, nos lugares de devassidão, na solidão, nada vos separa desses amigos que não podeis ver, mas de quem vossa alma sente os mais doces estímulos e ouve os sábios conselhos.
Deveríeis conhecer melhor essa verdade! Quantas vezes vos ajudaria nos momentos de crise; quantas vezes vos salvaria dos maus Espíritos! Mas no dia decisivo, esse anjo do bem terá que vos dizer: “Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo? E tu aí te precipitaste. Não te fiz ouvir na tua consciência a voz da verdade? E não seguiste os conselhos da mentira?” Ah! Interrogai os vossos anjos de guarda; estabelecei entre eles e vós essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em lhes esconder nada, porque eles são os olhos de Deus e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro. Procurai avançar nessa vida e vossas provas serão mais curtas;vossas existências, mais felizes. Vamos, homens de coragem! Atirai para longe de vós de uma vez por todas os preconceitos e idéias retrógradas. Entrai no novo caminho que se abre diante de vós. Marchai! Marchai! Tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.
Aos que pensam que é impossível para os Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão árdua e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a milhões e milhões de quilômetros. Para nós o espaço não é nada e, embora vivendo em outro mundo, nossos Espíritos conservam sua ligação com o vosso. Nós podemos usar de faculdades que não podeis compreender, mas ficais certos de que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças e não vos abandonou sozinhos na Terra sem amigos e sem apoio. Cada anjo de guarda tem seu protegido por quem vela, como um pai vela pelo seu filho. Fica feliz quando o vê no bom caminho; fica triste quando seus conselhos são desprezados.
Não temais nos cansar com vossas questões. Ao contrário, procurai estar sempre em relação conosco: sereis mais fortes e felizes. São essas comunicações de cada homem com seu Espírito familiar que fazem de todos os homens médiuns, médiuns ignorados hoje, mas que se manifestarão mais tarde e que se espalharão como um oceano sem limites para repelir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí os vossos irmãos; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumprireis assim: é a do Cristo, a que Deus vos conferiu. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, senão para as repartir com vossos irmãos, para fazê-los adiantarem-se no caminho da alegria e da felicidade eterna?"

São Luís, Santo Agostinho
O Livro dos Espíritos
Capítulo 9
Intervenção dos espíritos no mundo corporal


quinta-feira, 5 de abril de 2007

Visão espírita da Páscoa





"O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.
Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.
O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.
Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor."


Amílcar Del Chiaro Filho
Este artigo foi publicado na íntegra
pela Revista Católica MISSÕES - da Ordem Consolata.

domingo, 1 de abril de 2007

Perdoais as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido



"Perdoais as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido". No meu ponto de vista, está é frase de maior força do Pai Nosso. Pois, como é fácil utilizar dois pesos e duas medidas para situações semelhantes! Mais fácil ainda é enxergar apenas os erros dos outros, sem voltar os nossos olhos para dentro de nós mesmos. Ressaltar os deslizes alheios, sem ao menos tentar aparar nossas próprias falhas...
Esta semana escolhi como tema do Evangelho "O argueiro e a trave no Olho", que faz parte do Capítulo X - Bem-aventurados os que são misericordiosos.
Fiquem todos com Deus!

O argueiro e a trave no olho
"9. Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 3 a 5.)

10. Uma das insensatezes da Humanidade consiste em vermos o mal de outrem, antes de vermos o mal que está em nós. Para julgar-se a si mesmo, fora preciso que o homem pudesse ver seu interior num espelho, pudesse, de certo modo, transportar-se para fora de si próprio, considerar-se como outra pessoa e perguntar: Que pensaria eu, se visse alguém fazer o que faço? Incontestavelmente, é o orgulho que induz o homem a dissimular, para si mesmo, os seus defeitos, tanto morais, quanto físicos. Semelhante insensatez é essencialmente contrária à caridade, porquanto a verdadeira caridade é modesta, simples e indulgente. Caridade orgulhosa é um contra-senso, visto que esses dois sentimentos se neutralizam um ao outro. Com efeito, como poderá um homem, bastante presunçoso para acreditar na importância da sua personalidade e na supremacia das suas qualidades, possuir ao mesmo tempo abnegação bastante para fazer ressaltar em outrem o bem que o eclipsaria, em vez do mal que o exaltaria? Por isso mesmo, porque é o pai de muitos vícios, o orgulho é também a negação de muitas virtudes. Ele se encontra na base e como móvel de quase todas as ações humanas. Essa a razão por que Jesus se empenhou tanto em combatê-lo, como principal obstáculo ao progresso." (O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo X - itens 9 e 10)