quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Perdas



"As violetas não só enfeitaram a janela do meu quarto, mas também a do mundo novo que defrontava à minha frente. O amor permanecia além do tempo e do espaço." Patrícia

Infelizmente não somos educados emocionalmente para lidar com a perda daqueles a quem amamos. Não cogitamos essa possibilidade, nem no caso de parentes idosos ou enfermos há muito tempo... Sempre temos um pouco de esperança em uma cura ou forma de amenizar o sofrimento para prolongar a sua estadia na terra. Esse apego é perfeitamente compreensível entre os encarnados que desenvolveram profundos laços de afeto. A partida para o mundo espiritual de um ente querido costuma ser extremamente dolorosa. Mas a Doutrina Espírita pode auxiliar a vivenciar estes momentos inevitáveis – sim, porque mais cedo ou mais tarde teremos que passar por eles. Na verdade a crença na continuidade da vida em um plano espiritual nos dá o equilíbrio necessário para aceitar esta realidade. Assim encontramos forças para ter lembranças carinhosas sem desequilibrar quem realmente precisa de paz.



"A janela estava aberta dando a visão bonita da parte direita do jardim. A janela tem um delicado beiral de madeira clara e nela estavam vários vasos de violetas. Vasos floridos, com violetas coloridas e lindas.

Lembranças vieram-me à mente. Recordei dos vasos de violetas de minha mãe, que enfeitavam os vitrôs de nossa cozinha. Pareciam as mesmas.
--E são! -- disse vovó -- Anézia plasma com muito amor as violetas para você. São réplicas das que enfeitam a cozinha do seu lar terreno.
--Vovó, como isto é possível? -- indaguei admirada.
--Sua mãe muito lhe ama e tem muita saudade. Saudade esta que é um amor não satisfeito pela ausência do ser amado. Ela emana continuamente este amor e saudade por você. Ela não desejava ou esperava sua vinda. Está se esforçando para não prejudicá-la, assim ela canaliza seu carinho e oferta as flores a você. É uma maneira que ela encontrou para demonstrar seu amor. É uma oferta contínua. Com nossa pequena ajuda, de seus amigos aqui, estes fluidos foram e são condensados e aí estão: maravilhosas violetas."

Violetas na Janela
Romance de Patrícia
Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho



2 comentários:

Fabi disse...

Amiga vc sabe como é dificil superar essas "perdas" mesmo q temporarias.Bj

Anônimo disse...

As perdas são partes da vida. As perdas são necessárias porque para crescer temos de perder.