domingo, 20 de setembro de 2009

Reencarnações



Recebi por e-mail uma mensagens supostamente psicografada pelo menino João Hélio. Para quem não lembra, trata-se de mais uma tragédia, ressultante de um assalto, em que um garotinho ficou preso ao cinto de segurança do carro da mãe.

Ressalto que desconheço a veracidade da mensagem. Mas segundo o e-mail, a mensagem foi recebido por um médium, em uma sessão do Centro Espírita Leon Dennis, frequentado pelos pais do menino. Trago-a para que todos reflitam sobre a lição, que o susposto João Hélio quis repassar:

"Nasci na Gália no ano de 22 AC e desencarnei na Líbia no ano 20 da era cristã.
Fui oficial da legião dos leões que estava na Líbia, Núbia.
Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por dois cavalos velozes, crianças, homens, mulheres, novos e velhos, que eram puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África.

Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares... Morri em combate com tropas egípcias e me deparei em uma região de treva profunda, talvez uma caverna.

Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam.
Fui levado a um estado de total animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram.
Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo meu espírito reajustado, minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos. E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza DEUS !
Por trezentos anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros.

No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como filho, um casal tiranizado por mim aceitou.
Reencarnei.
Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao Pai ter me atendido dando destino igual ao que dei às minhas vítimas. Estou em paz, estou na luz. Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão. Confio em Deus.

Titus Aelius"

A foto da postagem de hoje é uma homenagem a minha mãe. Mulher guerreira e que tem como profissão trazer ao mundo os espíritos que buscam uma nova oportunidade.

Fiquem todos com Deus!

domingo, 13 de setembro de 2009

Afinidades espirituais...




"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...
Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe


Uma grande amiga, pessoa iluminada e com quem tenho grande afinidade espiritual, mudou-se para outra cidade nesta semana... Estou muito feliz, porque sei que é para o bem dela,. Mas ao mesmo tempo, estou muito triste, pois sentirei uma saudade imensa.

Com ela aprendi muitas coisas, principalmente a ser mais prática, menos fantasiosa. Aprendi a valorizar as pequenas coisas e a não valorizar demais os obstáculos que surgem na vida. Enfim, aprendi a colocar os pés no chão e a dar um passo de cada vez...
Esse vazio todo que sinto me fez refletir sobre as ligações espirituais, laços muito mais fortes que os carnais. Assim, trago a questão nº 297, do Livro dos Espíritos:


"297 A afeição que dois seres tiveram na Terra sempre continuará no mundo dos Espíritos?

– Sim, sem dúvida, se é fundada sobre uma simpatia verdadeira. Mas se as causas físicas foram maiores que a simpatia, ela cessa com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e mais duráveis do que as da Terra, porque não estão sujeitas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio."





Desejo a todos, principalmente a esta grande amiga, que fiquem com Deus!




sexta-feira, 19 de junho de 2009

Na medida certa


Os últimos posts foram muito armargos, então resolvi adoçar um pouco com este pequeno conto que encontrei na net. É singelo, mas muito últil... Fiquem todos com Deus!





"Às vezes nos perguntamos: "O que eu fiz para merecer isso?", ou "Por que Deus tinha que fazer isso justo comigo?" Aqui vai uma belíssima explicação:

A filha dizia a sua mãe como tudo ia errado. Ela não se saiu bem na prova de Matemática, o namorado resolveu terminar com ela e a sua melhor amiga estava de mudança para outra cidade. Enquanto isso, sua mãe preparava um bolo e perguntou se a filha gostaria de um pedaço, e ela disse:
- É claro mãe, eu adoro os seus bolos.
- Toma, um pouco de óleo de cozinha.
- Credo!
- Que tal então comer uns ovos crus?
- Que nojo, mãe!

- Quer então um pouquinho de farinha de trigo ou bicarbonato de sódio?

- Mãe, isso não presta!

A mãe então respondeu:

- É verdade, todas essas coisas parecem ruins sozinhas, mas quando as colocamos juntas, na medida certa, elas fazem um bolo delicioso."


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Justiça divina


Na última postagem, o tema foi a "Justiça divina". Novamente volto a abordá-lo, desta vez enfocando outro tema da atualidade... Trata-se da tragédia ocorrida com o vôo 447 do airbus da Air France e que vitimou 228 passageiros. Diante de acontecimentos como este, questiona-se as "coincidências" que acarretam o fim de tantas vidas ao mesmo tempo em um terrível acidente.

O Livro dos Espíritos trata do assunto nas questões 737 a 741, quando faz referência aos Flagelos Destruidores. Segundo o entendimento doutrinário, coincidências não existem e nada acontece por acaso. Assim, as tragédias coletivas envolvem espíritos que possuem dívidas semelhantes e passam por suas provas expiatórias em conjunto. Seria uma forma de reunir os semelhantes, para que juntos, diminuam suas pedências de outras encarnações.

Na literatura espírita é possível encontrar diversos relatos que esclarecem outros grandes acontecimentos trágicos da História. No livro "Cartas e Crônicas", o espírito do jornalista Humberto de Campos relaciona o incêndio do circo em Niterói, ocorrido em dezembro de 1961 , que atingiu "proporções devastadoras em poucos minutos, ferindo e matando centenas de pessoas, queimadas, asfixiadas pela fumaça ou pisoteadas pela multidão em desespero" com a morte de diversos cristãos no 177 dC em Lyon, mais especificamente ao sopé da colina de Fourvière, em "comemoração" a uma visita ilustre àquela localidade. De acordo com o livro, seria uma forma de quitar as matanças em forma de espetáculo dos seguidores do Nazareno, muito comum naquela época.

Independente da situação anterior que envolva as vítimas de uma tragédia, é importante ressaltar que Deus é sempre justo e que todo infortúnio que ocorre deve-se a uma causa anterior. Sim, Ele é um pai misericordioso e bom, que aplica a pena correta para educar seus filhos.

Encerro aqui rogando aos bons espíritos o socorro necessário às vítimas do desatre e amparo aos familiares e amigos.

Fiquem todos com Deus!

sábado, 30 de maio de 2009

Mortes prematuras


Diante de tanta polêmica, mesmo passado quase um mês do ocorrido, me pareceu apropriado abordar este tema...

Trata-se de um acidente de trânsito, ocorrido no dia 7 de maio, aqui em Curitiba, que envolveu um motorista alcoolizado, e ocasionou o falecimento de dois jovens. Estou falando do acontecimento que resultou nas trágicas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida e que marcará para sempre a vida do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho.

Não cabe a este espaço discutir as questões legais do ocorrido, muito menos atribuir juízo de valor à conduta do sobrevivente. O que me leva a mencionar esta triste história, são os questionamentos que surgem quando nos deparamos com situações semelhantes a esta. Se são jovens que partem para o outro plano de forma inesperada, questionamos os desígnios de Deus... No momento em que nos deparamos com uma grande perda, o sofrimento dificulta a compreensão. Mas certo é que Deus, por ser justo, coloca em nosso caminho os percalços que são necessários à evolução espiritual. O Evangelho Segundo o Espiritismo trata do assunto em seu Capítulo V - Bem-Aventurados os Aflitos, como segue:

"Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras

21. Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.

É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?

Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.

Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)"

O Evagelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V


Peço a Deus luz no caminho dos desencarnados e paz no coração dos familiares.
Fiquem todos com Deus!

domingo, 3 de maio de 2009

Os tormentos voluntários



Os tormentos voluntários, a diversas escolhas que erroneamente realizamos em nossas vidas. Mais uma vez volto a este tema, devido a um acontecimento que passo a relatar.

Tenho uma amiga que possuia uma vida estruturada. Independente finaceiramente, com um bom emprego público, um apartamento próprio, um carro quitado, muitos amigos, festas, viagens e liberdade para fazer o que bem entendesse. Mas para ela, a vida não aparentava ser tão boa assim. Desta forma, vivia constantemente manisfestando sua insastifação, tanto com os bens materiais, como com a vida profissional. Entendo que todos nós temos o direito de almejar o crescimento. Afinal, nada cai do céu e devemos batalhar e muito para conseguir um lugar ao sol.

Nesta busca, esta minha amiga resolveu que precisava de mais tempo e paz no intuito de estudar para um concurso muito visado. Assim, buscando a tal tranquilidade, pediu transferência para uma cidadezinha do interior e foi embora de mala e cuia. Durante este processo de mudança, diversas vezes a adverti quanto às dificuldades que surgiriam e confesso que tentei demovê-la desta idéia. Mas nada surtiu efeito. Só me coube deseja-la sorte e sucesso nesta empreitada.

Como havia previsto, as dificuldades apareceram... A falta de estrutura da cidade, a distância da família e dos amigos, a adaptação a uma nova rotina de trabalho e etc. E em poucos meses depois, ela confessou o arrependimento da escolha que fez. Tentei encorajá-la dizendo que nada que acontece em nossas vidas ocorre por acaso e se ela está lá, algum aprendizado deverá tirar desta vivência.

Refletindo sobre a angústia da minha amiga, cheguei ao tema dos tormentos voluntários. Quantas vezes nos encontramos em situações desconfortáveis que nós mesmos escolhemos? Afinal, sempre somos responsáveis por nossas escolhas. Pode ser a mudança de cidade, a escolha de um companheiro, a compra de algum bem, ou outra escolha qualquer que realizamos, dentre as infinitas opções que temos ao nosso redor. Sim, somos e muito responsáveis pelo nosso destino. Pois como a doutrina mesmo diz, "tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus". Livro dos Espíritos, 664 .

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. (Lyon, 1860).

Fiquem todos com Deus!


sábado, 1 de novembro de 2008

Dia das bruxas


Ontem a tardezinha, bateram a minha porta. Fiquei surpresa, pois não esperava ninguém. Quem poderia saber que eu estava em casa naquele horário? Por incrível que pareça, não era nenhuma visita inconveniente. Ouvi uns risinhos seguidos de um inacreditável “doce ou travessura?”. As crianças da vizinhança estavam vestidas a caráter (um deles inclusive era o próprio Harry Potter), cumprindo o ritual do halloween bem na minha porta! Acho que fiquei um meio segundo processando a informação. Não lembrava que era o tal do dia das bruxas. Afinal, essa não é uma tradição do meu folclore. Mas devo confessar que achei bem engraçadinho. Como não sorrir para aquelas carinhas? Mas eu não tinha “doces” e negociei as travessuras por umas moedinhas.

Depois fiquei meditando. Este ano, e em nenhum outro, vi aqui em Curitiba crianças correndo pelas ruas atrás de doces no dia 27/9, como manda a tradição de Cosme e Damião. Penso no ocorrido como no mínimo curioso. Por que adotarem costumes estrangeiros se nem conhecemos os nossos?

Mesmo assim, busquei na internet um texto que explicasse a origem do Halloween. Encontrei um site muito interessante com um nome instigante “Partidas e chegadas – a vida em dois planos”. Vale a pena ler:

“Hoje (31/10) comemora-se o Halloween, popularmente chamado de Dia das Bruxas, festa que se popularizou nos últimos anos no Brasil. Nesta época, são realizadas diversas festas para marcar a data. Quando os celtas inventaram o Halloween, a tradição não mandava comer guloseimas nem se fantasiar de bruxa. O objetivo celebrar o começo do inverno e homenagear os espíritos dos mortos.

Na região da atual Irlanda, há aproximadamente 2 mil anos, os celtas comemoravam seu ano novo em 1º de novembro, data que também marcava o fim das estações quentes do ano. Eles acreditavam que, na véspera, chamada de “Samhain”, o mundo dos vivos e dos mortos se mesclava. A festa do “Samhain” incluía o sacrifício de animais e uma grande fogueira em homenagem aos mortos. O cristianismo é que teria injetado o ar “diabólico” ao Halloween, já que associava espíritos e fantasmas ao paganismo e ao mal. Mas a festa originalmente não tinha a intenção de ser assustadora, e sim uma celebração.

“O Halloween como o conhecemos hoje vem da época em que os missionários cristãos tentaram mudar as práticas religiosas dos celtas”, analisa Santino. Para substituir a festa pagã do “Samhain” por uma comemoração cristã, a Igreja Católica determinou que o 1º de novembro seria o Dia de Todos os Santos (All Saint’s Day), também chamado de All-hallows. A véspera, portanto, era chamada de All-Hallows Eve, que depois virou Halloween.

A festa se popularizou nos EUA com a chegada de um grande número de imigrantes irlandeses, no século XIX, e a ela foram agregadas diversas novidades. Uma delas é o uso de fantasias. Já que os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, os espíritos dos mortos vagavam junto a fadas, bruxas e demônios, estes acabaram sendo os temas mais comuns dos disfarces de Halloween. A tradição de “gostosuras ou travessuras” também pode ser creditada aos celtas, que costumavam oferecer comida aos espíritos do Halloween para aplacá-los e para indicar-lhes o caminho das casas de suas famílias.

As abóboras ocas e recortadas, outro ícone do Halloween, são tipicamente norte-americanas. “Uma lenda celta dizia que um espírito que não conseguia ir nem ao céu nem ao inferno usou uma lanterna para guiar-se. Os irlandeses, ao imigrar aos Estados Unidos, conheceram as abóboras e perceberam que, ocas, elas também funcionavam bem como lanternas e continuaram assim a tradição”, diz Santino. No Brasil, redes de escolas de idiomas passaram a incluir o Halloween em suas atividades culturais".


Fonte: http://www.partidaechegada.com/2008/10/origem-do-dia-das-bruxas


Fiquem todos com Deus!


O mandamento maior





O mandamento maior

4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: "Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: "E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro" , isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XV - Fora da Caridade Não Há Salvaçao)


Estava refletindo sobre o mundo na atualidade. A correria do dia-a-dia, a velocidade do tempo e das informações... Essa loucura toda que é a vida. Refleti também nas infinitas formas que existem atualmente para encontrar Deus. São tantas as religiões e seitas, são tantos os caminhos... Mas onde está Deus? De repente me peguei cantarolando esta canção:


MELHOR AINDA (GRUMEPA)

Você vai mal se pensar sempre no mal,

Se você fizer o mal e no mal se saciar.

Vai bem melhor se no bem você pensar,

Mesmo que ainda não consiga bem somente praticar.

Melhor ainda se no bem você pensar,

Conseguindo praticá-lo em favor do seu irmão.

Sejamos bons pois o bem faz muito bem,

Quem é bom vai mais além nessa reencarnação



Conclui que o meio que temos de alcançar a Deus no meio do caos do dia-a-dia é continuar fazendo bem, ajudando o próximo... O não atrapalhar também é uma forma de ajuda. Assim como não pensar, vibrar ou desejar o mal é essencial.


Fiquem com Deus!

domingo, 12 de outubro de 2008

Sonhos e o contato com o mundo dos espíritos


Na semana passada, uma amiga me contou um sonho que teve. Durante o sonho, ela revivia uma situação que a angustiava, e ainda está angustiando. O interessante é que dormindo ela conseguia resolver o conflito. Mas conscientemente ela sabe que aquela não é uma saída possível. O relato dela me fez pensar sobre o assunto... Se os sonhos são meios de contato com o mundo dos espíritos, porque nem sempre o que sonhamos pode nos auxiliar de alguma forma?

No Livro dos Espíritos, o Capítulo 8, da Segunda Parte trata "Da emancipação da alma", e aborda os sonhos. A pergunta 405 em especial trás a resposta que eu buscava:

"405 Vêem-se freqüentemente em sonho coisas que parecem pressentimentos e que não se realizam; de onde vem isso?

– Elas podem se realizar apenas para o Espírito, ou seja, o Espírito vê a coisa que deseja porque vai procurá-la. Não deveis esquecer que, durante o sono, a alma está constantemente sob influência da matéria, às vezes mais, às vezes menos, e, conseqüentemente, nunca se liberta completamente das idéias terrenas. Disso resulta que as preocupações enquanto acordados podem dar àquilo que se vê a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso verdadeiramente é o que se pode chamar de efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma idéia, liga-se a essa idéia tudo o que se vê."


Sei que os sonhos nos fazem entrar em contato com o mundo dos espíritos. No entanto, em muitos momentos, da mesma forma que ocorre quando estamos conscientes, nossas preocupações pessoais interferem na interpretação que fazemos do ocorre a nossa volta.

A mente humana é realmente fascinante! Acredito que ainda tenho muito que refletir sobre esse assunto...


Fiquem todos com Deus!



domingo, 17 de agosto de 2008

Anjos de guarda; Espíritos protetores, familiares ou simpáticos



489 Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para protegê-lo?

– Sim, o irmão espiritual; é o que chamais de bom Espírito ou bom gênio.

490 O que se deve entender por anjo de guarda?

– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

491 Qual é a missão do Espírito protetor?

– A de um pai para com seus filhos: conduzir seu protegido ao bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida."

O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Parte Segunda – Capítulo 9
Imtervenção dos espíritos no mundo corporal


Hoje resolvi escrever sobre proteção divina, mas especificamente a respeito de espíritos simpatizantes que nos acompanham em muitas jornadas. Anjos da guarda, espíritos que nada têm de mitológico, ao contrário estão constantemente presentes em nossas vidas.

Diante de situações adversas, costumamos questionar quanto a existência de algum tipo de proteção divina. Normalmente nos queixamos quanto a falta de sorte. "Eu não devo ser filho de Deus" é o primeiro pensamento que surge a mente... Mal sabemos que muitas dessas situações poderiam ter um desenlace muito pior, não houvesse ocorrido a intervenção de um espírito simpatizante e/ou protetor.

Também é comum maldizer a sorte diante de um acontecimento que não satisfaça os nossos caprichos. Quando planejamos algo, desejamos ardentemente e o desfecho não se desenvolve da forma esperada, ocorre da mesma forma o questionamento quanto a interferência divina. Na verdade, o que ocorre é para nossa proteção. Talvez não fosse o momento ou algo melhor surgirá mais adiante.

Assim, antes de reclamar de algo que não aconteceu da forma esperada, ou ante um infortúnio, devemos nos questionar qual lição devemos levar dessa fase da vida e agradecer a proteção desses seres tão especiais...


“Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou,
a piedade divina,
sempre me rege,
me guarda,
me governa,
me ilumina.
Amém.”




Eu sei que está é uma oração católica, mas ela é de uma beleza tão singela que não pude deixar de trazê-la neste post. Resume de uma forma pura o amor que devemos ter a esses espíritos.

Fiquem todos com Deus!


sábado, 9 de agosto de 2008

Verdades?



O preconcento é causado pelo ausência de conhecimento, de vivências e de leitura. A ignorância sobre determinado tema gera não só diversas crendices infundadas, como cria verdadeiros "monstros" como o racismo, a homofobia, a xenofobia, e ressucita na atualidade os horrores da Segunda Grande Guerra na expansão das teorias Neonazistas.
O assunto que escolhi hoje foi o PRECONCEITO, aquela velha mania que a Humanidade tem de inventar imagens e paradigmas sobre algo que não se conhece verdadeiramente. Esta idéia me veio a mente após finalizar a leitura do livro "Tambores de Angola", de Róbson Pinheiro Santos, pelo espírito de Ângelo Inácio. Trata-se de uma belíssima história de uma mãe desesperada, que busca auxílio para o filho obsediado, e encontra a solução na Umbanda. Nesta narrativa encontramos a presença deste sentimento nas dúvidas da mãe. Situações como essas são perceptíveis em nosso dia-a-dia... Quem nunca ouviu comentários maldosos a respeito dos filhos de Aruanda? O livro nos faz pensar na origem dessas "verdades".

Fiquem todos com Deus!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Um passo de cada vez...



Após um longo período resolvi voltar a postar. Retornando aos poucos, vou dar um passo da cada vez. Sinto-me ressurgindo, como Fênix ressurgindo das cinzas... Aos poucos o caos se desfaz e tudo retorna ao seu devido lugar, ou quase tudo...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

E aquele adeus não pude dar...


Não sei por que você se foi
Quantas saudades vou sentir
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar
Você marcou a minha vida
Viveu morreu na minha
história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão que em minha porta bate
E eu gostava tanto de você...
Gostava tanto de você...
Eu corro e fujo destas sombras
Em sonhos vejo esse passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver para não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você
E eu gostava tanto de você...
Gostava tanto de você...

Gostava tanto de você - Edson Trindade

Essa semana fez um mês que ela se foi... Mesmo assim, ainda não consegui me acostumar com a idéia. Tenho a sensação de que ela ainda está aqui, presente neste plano. Parece que o telefone vai tocar a qualquer momento com ela me ligando... Acordo no meio da noite com uma sensação de angústia, uma dor no peito, não consigo acreditar.

Ela era meu porto seguro, minha base, meu chão... Uma figura sempre muito marcante em minha vida, em todos os momentos, em todas as fases. Agora, simplesmente parece que estou sem rumo, sem direção, sem um lar... Eu amava demais a minha avó!

A partida dela foi muito inesperada. Eu acreditava que ela estaria sempre ao meu lado. Eu acreditava que ela passaria dos 100 anos. Racionalmente nós até sabemos que um dia, pela lei natural das coisas, vai acontecer... Mas será que alguém se prepara, cria uma estrutura pra suportar? Bom, sei que eu não me preparei. Nunca, nem em pesadelo, pensei em passar por este sofrimento... Eu acreditava que minha avó era eterna.

Apesar de conhecer alguma coisa do Evangelho, alguma coisa da Doutrina, ainda assim não encontrei paz no meu coração. Nada abranda. Sei que minhas lágrimas atrapalham o desprendimento dela da matéria, mas não consigo evitar... Choro em todos os momentos em que meu pensamento se volta para ela. E quantas lembranças eu tenho! Parece que essa dor nunca vai ter fim!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

avó é mãe com açúcar



Perdi minha avó... Nossa! Meu coração está em mil caquinhos!

Diversas lembranças me surgem: o perfume de rosas, minha avó amava rosas! As histórias contadas diversas vezes, as risadas, as músicas que ela adorava cantar. As milhares de manias que tinha, as superstições, as rabugices. Lembro dos docinhos e sorvetes... Dizem por aí que avó é mãe com açúcar, e a minha exagerava muito no açúcar!

Mas não importava, eu a amava assim mesmo, com qualidades e defeitos, bem do jeitinho que ela era...

Vozinha, minha lindona... A única coisa que me conforta é a fé que tenho em saber da continuidade da sua existência num plano muito melhor. Tenho a certeza absoluta que te receberam muito bem no mundo espiritual e que o Vovô também estava lá te esperando.

Mas mesmo assim, está tão difícil!!!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Balanço do ano



Mais uma vez chegamos ao “Fim do Ano”. Semelhante aos outros anos, a correria para as compras de Natal, promessas de mudanças para 1º/1/2008... Enfim, a utopia que sempre toma conta de todos nós ao percebermos que mais um ano acabou e de que o tempo passou muito rápido.

Muitos só valorizam o lado social dessa época, reuniãozinha com os amigos, amigo-secreto, a ceia com a família, preparativos para o Reveillon, etc. Embora as relações sociais sejam importantíssimas, devemos nos lembrar que este também é um momento de introspecção, de conversar consigo mesmo e reavaliar os últimos doze meses.

Eu mesma já me fechei para balanço há algumas semanas... Claro que não deixei de freqüentar nenhum evento social, mas tenho refletido bastante nos últimos dias e conclui que só tenho o que agradecer a Deus!!!

Em 2007 obtive grandes conquistas, amadureci muito, sofri uma grande decepção, é verdade, mas aprendi muito mais.

Foi neste último ano que adquiri meu primeiro imóvel! Nossa, como é bom chegar a minha casa e pensar: “esse é o meu lar”!!!

Também provei minha coragem ao não entrar de cabeça numa “super-roubada” e não me deixei acomodar!

Passei pela minha prova de fogo, em que fui obrigada a reunir todas as minhas forças para dizer adeus a um sentimento que me fazia muito mal há anos. Como é difícil nos desfazer das ilusões!

Outra decisão foi a opção por fazer uma outra graduação. Novos horizontes, novas perspectivas.

Infelizmente foi nesse ano que uma pessoa muito especial passou para o outro plano. A dura constatação de que a vida carnal realmente é efêmera.

Mas para minha felicidade, abracei de alma inteira uma nova fé. Pois em outras bandas, estou finalmente me desenvolvendo.

Fiz novos amigos e reatei contato com os antigos, pessoinhas que enchem meu coração de alegria. Como é bom ter amigos! Amigos de todos os tipos: aqueles que te levam pro hospital quando você está doente; aqueles que te ouvem lamuriar pela zilionésima vez a mesma ladainha; aqueles que te acompanham no chopp ou no shopping; aqueles que te dizem a verdade que dói; aqueles que te mostram um novo caminho; aqueles que te contam piadas sem graça, mas que você ri porque percebe que ele realmente acha aquilo engraçado; aqueles que dirigem numa velocidade de cruzeiro e ainda se perdem no caminho; aqueles que te ligam super-eufóricos para contar alguma façanha; aqueles que vão morar do outro lado do oceano; aqueles que vieram de longe te visitar; aqueles que a gente fica muito tempo sem se ver, mas ao reencontrar percebe que a amizade é a mesma...

No balanço geral, acredito que 2007 foi um ano muito positivo, embora com algum sofrimento, pois sem dor não aprendemos, não crescemos. Desta forma, desejo a todos que, ao fazerem seu fechamento de fim de ano, cheguem a conclusão de que o saldo é positivo e de que para o próximo ano, as perspectivas são ainda melhores.

Fiquem todos com Deus!


sábado, 24 de novembro de 2007

Lar de Frei Luiz


Depois de um tempo ausente, resolvi voltar aos meus posts neste blog. Já havia definido o assunto e buscava textos relacionados ao tema no "Grande Pai Google". De repente surgiu uma vontade inexplicável de pesquisar sobre o Lar de Frei Luiz. E como acredito que devemos respeitar estes momentos de intuição, pesquisei e surpreendentemente me deparei com uma acusação que me deixou estarrecida!!!


Para quem não conhece, o Lar de Frei Luiz, ou mini-cidade do amor, é uma instituição carioca que mais que um Centro Espírita que auxilia centenas de seres, encarnados e desencarnados, nas reuniões públicas semanais nas noites das quartas-feiras e quinzenais aos domingos pela manhã, também acolhe menores em 11 casas-lares, abriga idosos na Casa de Felipe e presta atendimento no Hospital Holístico Dr. Lauro Neiva.


Freqüentei o Lar há alguns anos, a princípio como "paciente", buscando atendimento espiritual. Lembro até hoje a primeira vez que coloquei meus pés na Estrada da Boiúna. A energia daquele lugar é indescritível!. O Rodriguinho, médium que me atendeu na primeira consulta e que depois tornou-se um grande amigo, fez o convite para participar da Mocidade de Frei Luiz. Após algumas reuniões, resolvi conhecer o Grupo Jovem. Nesse momento o meu envolvimento com a Casa foi tão intenso que cheguei a me mudar de Copacabana para Jacarepaguá, para estar mais próxima ao Frei. Logo em seguida passei a auxiliar na Evangelização das crianças que acompanhavam os pais nas reuniões públicas nas Quartas e Domingos, participava da Mocidade aos Sábados, Educação Mediúnicas nas Terças e sempre me oferecia como voluntária em qualquer atividade que precisassem de ajuda: recreação das crianças internas, leitura para os idosos, sopão, etc. O ingresso na vida espiritual geralmente tende a ser exagerado, e só com o tempo aprendemos a dosar a medida certa.


O importante é que nestes anos em que me doei ao Lar Frei de Luiz recebi muita coisa em troca. Fiz grandes e verdadeiros amigos, aprendi muitas lições de vida, iniciei meu desenvolvimento mediúnico, sofri e principalmente cresci muito espiritualmente. Foi exatamente no Lar que tive a intuição de que "meu lugar" ainda não era aquele e que eu deveria buscar outros ares, mais ao Sul do País. E assim, aqui estou eu morando em Curitiba há 11 anos, mas com uma saudade enorme da Boiúna, de ouvir a Ave-Maria, a Prece de Francisco de Assis, o Bosque, as pessoas de branco em volta do busto do Frei, a paz que sentimos naquele lugar... Muitas recordações!


Mas voltando ao assunto do meu achado no Google, quero que fique bem claro que conheço e muito bem o Lar de Frei Luiz.


Então, vamos aos fatos. Na página do Centro Latino-Americano de Parapsicologia, intitulado de "o site oficial do Pe. Quevedo" há um determinado artigo que explana sobre curandeirismo, e trás uma foto do Lar de Frei Luiz durante uma reunião pública com os seguintes dizeres: Mais uma lucrativa associação de curandeiros espíritas disfarçada, para mais enganar, sob nomes cristãos: “Cenáculo espírita CRISTO CONSOLADOR do centro espírita irmãos de Frei Luiz”.


Apenas para elucidar, a revista Isto é no artigo Intervenção do mundo dos mortos explica que no lar o "interessado não desembolsa um tostão. A não ser que compre algo na cantina ou na livraria, recursos que engrossam o orçamento mensal de R$ 120 mil, obtido sobretudo de doações voluntárias".


No site www.lardefreiluiz.org.br há o esclarecimento "Como recebemos pouca ajuda do governo, nosso apoio financeiro vem de: trabalhos comerciais executados no nosso Centro Gráfico a custo baixo; doações; contribuições mensais de pessoas caridosas; venda de livros na nossa livraria, venda de objetos doados em nosso Bazar, venda de artesanatos confeccionados pelas nossas crianças, e movimento na Lanchonete."

Em todos os anos em que freqüentei o Lar de Frei Luiz, em nenhum momento testemunhei qualquer cobrança em espécie para os atendimentos prestados a pessoas que buscam auxílio físico e/ou espiritual. Muito pelo contrário, sempre observei que todos são tratados como irmãos, independente de sua classe econômica.


A nossa Constituição Federal, em seu art. 5º, protege a liberdade de expressão e veda qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. No entanto, neste mesmo artigo declara a inviolabilidade de crença, ou seja, assegura a liberdade de culto. E mais que isso, em qualquer lugar do mundo, a ética versa que não se deve apresentar falsas acusações a uma instituição sem conhecê-la.

Acredito que esta situação nos leva a repensar quando em alguma situação fazemos falso julgamento dos nossos semelhantes. O mandamento é bem claro. "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo".

Fiquem todos com Deus, inclusive o Pe. Quevedo!





segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Nota de Falecimento


Na última sexta-feira, portanto no Dia de Finados, meu avô paterno faleceu. Ele estava internado há alguns dias em decorrência de uma isquemia. O quadro geral acabou piorando, e ele veio a falecer por septicemia.
Mesmo estando ciente de que um dia todos nós partiremos para uma outra morada e de que é mais provável que as pessoas mais idosas façam essa viagem antes de nós, devo confessar que tive muita dificuldade em lidar com a notícia.
Quando liguei para o meu pai desejando os "meus sentimentos" simplesmente desabei. Não consegui parar de chorar e falar algo que o confortasse. Fiquei surpresa com a minha reação, pois geralmente sou bem "forte" nessas situações. Mais surpreendente foi a serenidade do meu pai e a tentativa dele em me acalmar...
Refleti muito neste último fim de semana, principalmente em como a vida é breve... por isso, aprendi que antes que seja tarde demais, você deve dizer o que sente para as pessoas que são importantes na sua vida. Pois pode ser que você só tenha outra chance em outro plano.
Fiquem todos com Deus!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Dia de Finados


Amanhã é Dia de Finados... Data em que muitos visitam os cemitérios para prestar homenagens aos seus entes desencarnados. A próximidade com a data me fez buscar um artigo que falasse deste tema sobre o enfoque espírita. E ei-lo aqui:
Finados a Luz do Espiritismo
João Demétrio
O culto aos mortos é uma prática das mais antigas e fundamentada em quase todas as religiões, pois esteve inicialmente ligada aos cultos agrários e da fertilidade, onde acreditavam que, como as sementes, os mortos eram sepultados com vistas à ressurreição, o retorno à vida que deveria surgir de algo oculto e misterioso. Com essa crença, os antigos festejavam o dia dos mortos junto aos túmulos, com banquetes e alegria, costume ainda usado em certas culturas do planeta.
Retrocedendo no tempo, encontra-se na História, o registro de que a filosofia dos druidas, na antiga Gália, deu origem às novas escolas espiritualistas, dentre elas a Doutrina Espírita, pois também cultuava o sentido da infinidade da vida, as existências progressivas da alma e a pluralidade dos mundos habitados; além do mais, a raça gaulesa tinha conhecimento dos mistérios do nascimento e da morte.
Assim, a comemoração dos mortos foi de iniciativa gaulesa, pois comemoravam a Festa dos Espíritos, não nos cemitérios – os gauleses não honravam os cadáveres – mas sim, em cada habitação, onde evocavam as almas dos defuntos.
Entretanto, um nevoeiro denso caiu sobre a terra das Gálias, através da mão brutal de Roma que expulsou os druidas e introduziu o Cristianismo eclesiástico da época, que também foi combatido pelos bárbaros, sobrevindo uma noite de dez séculos, chamada Idade Média, que obscureceu o espiritualismo e fez eclodir a superstição e o fanatismo no ser humano.
Foi somente no século X que a Igreja Católica instituiu oficialmente o dia dos mortos em 02 de novembro. Atualmente, esta data transcendeu o lado religioso, passando mais para o lado emotivo e comercial, quando ocorre grande comercialização de flores e velas e a preocupação maior com a conservação dos túmulos, os quais, muitas vezes, ficam o ano inteiro esquecidos e abandonados. Entre os sentimentos internos e as práticas externas, entre os conhecimentos novos da espiritualidade e o comodismo da prática exterior, o Homem procurou o lado mais cômodo para si, arraigando-o ao formalismo material e desprezou a realidade espiritual, razão que fez Jesus assim se expressar aos escribas e fariseus da sua época: “sois semelhantes aos sepulcros caiados (pintados de cal), que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus 23:27).
O Espírito, ao desligar-se do corpo físico, conserva a mesma personalidade, os mesmos defeitos e qualidades, méritos e deméritos, não havendo assim com a morte física qualquer transformação do Espírito, somente a transformação vibratória da sua nova vivência.
Agora questionamos, o dia 02 de novembro será consagrado aos mortos que se foram, ou aos que ficaram na carne? Existem duas categorias de mortos, os assim considerados por ter deixado a vestimenta carnal e os que ainda continuam vivendo encarnados, mas mortos para a vida espiritual, pois somente vivenciam a vida animal. Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélica, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus”.
Assim, com a fé que as religiões pregam com respeito a vida futura e com a certeza advinda pela Doutrina Espírita, pode-se afirmar que os mortos são realmente os que habitam a crosta terrestre, enraizados na matéria e nos vícios, e não os vivos que povoam o Mundo Espiritual, ficando assim designados: mortos-vivos, os que habitam os páramos da Luz; vivos-mortos, os que se acham inumados na carne.
No entanto, esse culto de visitação aos túmulos, essas manifestações de choro e desespero junto aos sepulcros dos mortos, denotam ainda um instinto confuso da imortalidade da alma, mesmo naqueles que se elegem como cristão.
Todavia, se a morte bate à tua porta, aceite-a como algo natural, como um dos ciclos de uma vida (material ou espiritual) que se cumpre, não esquecendo que os corpos são criações do próprio homem, por isso são mortais.
Sentenciados à morte estão todos os homens, no entanto, destinados à imortalidade, logo, morrer, é assumir a imortalidade que permanece no corpo físico ou fora dele, e bem afirma o padre Leonardo Boff, “os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes”.
Tudo no Universo e na Natureza acontece na base de ciclos e, segundo o preclaro Pietro Ubaldi, “tudo que começa tem fim e tudo o que tem fim, recomeça, como também, tudo que nasce, morre, e tudo que morre, renasce”.
Acrescentamos ainda que a existência física, por mais longa que seja, é sempre tempo breve na contagem eterna e, por isso, deve-se viver de tal maneira que possamos desencarnar a qualquer instante, sem aflições e sem desequilíbrio, lembrando, que contrário de morte não é vida, mas sim, nascimento, e em Eclesiastes 7:1, confirma-se: “é melhor o dia da morte do que o dia do nascimento”. Encaminhando para o encerramento, registramos a passagem evangélica em que Maria de Magdala, ao visitar o túmulo do Mestre querido, surpresa, encontrou-o vazio, e saindo do recinto, encontrou-O nimbado de claridade, dizendo: Maria, sou eu. Assim, demonstrou que não devemos procurar os mortos nas sepulturas, mas sim, os vivos, pois a morte do corpo físico não consegue destruir a vida. Por fim, Emmanuel afirma: “da morte podemos escapar, mas da vida, ninguém fugirá jamais”.
Fiquem todos com Deus!

domingo, 28 de outubro de 2007

O poder da prece II



658 A prece é agradável a Deus?
– A prece é sempre agradável a Deus quando é do coração, porque a intenção é tudo e a prece do coração é preferível à que se pode ler, por mais bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o sentimento. A prece é agradável a Deus quando é dita com fé, fervor e sinceridade; mas não acrediteis que Ele seja tocado pela prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique de sua parte um ato de sincero arrependimento e verdadeira humildade.
O Livro dos Espíritos
Allan Kardec
Parte Terceira – Capítulo 2


Mais uma vez volto a este tema: O poder da prece. Cada vez mais observo nas pessoas a busca incessante por soluções milagrosas e imediatas de seus problemas.
Mas me pergunto, onde está a fé?
Deus, que é infinito em sua misericórdia, tem um plano traçado para cada um de nós. Nos cabe a iniciativa de recorrer a Ele nos momentos de dor, pois Deus SEMPRE nos acolhe.
Para finalizar trago um dos contos do livro Atravessando A Rua, de Richard Simonetti.
Fiquem todos com Deus!

Dose Exagerada
-- Tudo bem, chefe, o processo de desagregação do lar de Eduardo Prates está em pleno andamento. Conseguimos incutir em sua esposa, Fátima, a suspeita de que seu marido lhe é infiel. As cenas de ciúmes têm sido terríveis.
Romero, inteligente obsessor a serviço das sombras, ouvia satisfeito a informação do preposto. Organizara o trabalho de influenciação negativa naquela família, pretendendo vingar-se de passadas ofensas. As notícias vinham periodicamente, da parte dos membros da equipe nefasta que, felizes, diziam-lhe dos progressos alcançados:
-- Estimulamos o filho mais velho à bebedeira e lhe sugerimos sair escondido com o carro do pai. Ele fez loucuras, terminando por provocar um acidente, está no hospital, levando pontos na sobrancelha, a frente do carro acabou.
-- A filha, sob nossa influência, envolveu-se com um homem casado, mantendo secretas ligações afetivas. Está em terrível conflito.
-- Induzimos Eduardo a um desentendimento insuportável com seu chefe e pode até perder o emprego...
-- Destemperamos o ânimo de Fátima, que, por insignificante falta, despediu a mulher que servia a família há anos. Estamos agindo para colocar em seu lugar uma menina espevitada. Mais "lenha na fogueira"!...
Romero comprazia-se e instruía sempre, determinando novas sugestões agressivas. Queria a família de Eduardo e Fátima arrasada!
Tão bem ia o processo, que não teve dúvida em afastar-se durante algum tempo, atendendo outros indispensáveis assuntos. Ao regressar, foi procurado por um de seus pupilos que, nervosamente perturbado disse-lhe:
-- Chefe, aconteceu o pior. Creio que exageramos na dose, transtornamos tanto o pessoal, que Fátima decidiu procurar um Centro Espírita, arrastando consigo marido e filhos... Apavorados com os problemas, levaram a sério as orientações. São mais comedidos no relacionamento, disciplinaram as atitudes... Eduardo já leu vários livros espíritas; a mulher integrou-se em serviço assistencial; a filha rompeu a ligação com o homem casado; o rapaz participa de um grupo de jovens espíritas. Temos dificuldades até para ingressar na casa deles, porquanto aprenderam a fazer o culto cristão no lar, atraindo "agentes da luz" que inibem a nossa ação. Se não tomarmos providências imediatas, perderemos nosso trabalho!...
-- Não adianta - responde, irritado, mas com sabedoria, o chefe da organização. - Não há o que fazer por agora, senão deixar que recrudesçam suas tendências inferiores, após a euforia dos primeiros contatos com o Espiritismo. Ficaremos à espreita. Quando se distraírem, voltaremos à carga... E decepcionado: -- Resta-nos apenas esperar...
***
Os Espíritos inferiores só podem agir sobre a mente humana quando ali encontram idéias negativas e tendências viciosas. A influência do mal pede correspondência onde pretenda instalar-se. Só na ausência da luz dominam as trevas. Por isso, a orientação mais segura ante o assédio de inimigos invisíveis e desencarnados é a mesma de sempre:
Pense o Bem! Pratique o Bem! Viva o Bem

domingo, 21 de outubro de 2007



"A obsessão é a ação persistente que um mau Espírito causa sobre um indivíduo"


Allan Kardec - O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.28, item 81





A obsessão
Grupo Espírita Bezerra de Menezes


"E quando chegaram para junto da multidão, aproximou-se dele um homem, que se ajoelhou e disse: Senhor, compadece-te de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo e outras muitas na água. Apresentei-o a teus discípulos, mas eles não puderam curá-lo.
Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino.
E Jesus repreendeu o demônio, e este saiu do menino; e desde aquela hora, ficou o menino curado"
- (Mateus, cap. 17 - 14 a 18).


8.0 - O QUE É A OBSESSÃO

A obsessão é uma espécie de enfermidade de ordem psíquica e emocional, que consiste num constrangimento das atividades de um Espírito pela ação de um outro.
A influência maléfica de um Espírito obsessor pode afetar a vida mental de uma pessoa, alterando suas emoções e raciocínios, chegando até mesmo a atingir seu corpo físico. A influência espiritual só é qualificada como obsessão quando se observa uma perturbação constante. Se a influência verificada é apenas esporádica, ela não se caracterizará como uma obsessão.
Somente os Espíritos maus e imperfeitos provocam obsessões, interferindo na vontade do indivíduo, fazendo com que ele tenha ações contrárias ao seu desejo natural.
A obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão.
As doenças do corpo carnal só se manifestam quando existem fragilidades estruturais ou carências no organismo físico. Na área psíquica acontece coisa semelhante. Os indivíduos enfraquecidos moralmente, com falhas de caráter, vícios etc, estarão mais sujeitos à obsessão.
O Espírito obsessor, conhecendo as fraquezas morais do enfermo, vai aos poucos obtendo acesso à sua área mental, chegando em alguns casos a dominá-lo. Se a obsessão se intensificar, e não for tratada espiritualmente em tempo hábil, ocorrerá um aumento de afinidade fluídica entre obsessor e obsedado, o que poderá acarretar no agravamento da enfermidade.
As obsessões no período de infância são raras. Geralmente, as influências iniciam-se entre os sete e dez anos de idade, quando a personalidade da criança começa a desabrochar. Depois desse período já é possível que ocorram influências obsessivas mais preocupantes.
Alguns adeptos do Espiritismo costumam dizer que todas as pessoas são obsediadas, mas isso não é verdade. Todos nós recebemos influências espirituais boas e ruins que, de acordo com nosso livre arbítrio, podem nos encaminhar para o Bem ou para o Mal.
A obsessão é caracterizada por uma enfermidade com sinais bastante perceptíveis. Só é obsediado, no real significado da palavra, aquele que está psicologicamente enfermo por causa de influências espirituais negativas, ou se fez prisioneiro de pensamentos mórbidos existentes em sua intimidade.

Abaixo, citaremos alguns ensinamentos de Allan Kardec sobre o assunto, encontrados na Revista Espírita, ano de 1858, mês de Outubro:

- Os Espíritos não são iguais nem em poder, nem em conhecimento, nem em sabedoria. Como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, ainda apresentam uma variedade maior que a que encontramos entre os homens na Terra. Há, pois, Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores; muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes, há os levianos, malévolos, mentirosos, astutos, hipócritas, espirituosos, trocistas etc.
- Estamos incessantemente cercados por uma nuvem de Espíritos que, nem por serem invisíveis aos nossos olhos materiais, deixam de estar no espaço, em redor de nós, ao nosso lado, espiando os nossos atos, lendo os nossos pensamentos, uns para nos fazer o bem, outros para nos fazer o mal, segundo os Espíritos bons ou maus.
- Pela inferioridade física e moral de nosso globo, na hierarquia dos mundos, os Espíritos inferiores aqui são mais numerosos que os superiores.
- Entre os que nos cercam, há os que se ligam a nós, que agem mais particularmente sobre o nosso pensamento, aconselhando-nos, e cujo impulso seguimos sem nos apercebermos; felizes se escutarmos a voz dos bons.
- Liga-se os Espíritos inferiores àqueles que os ouvem, junto aos quais têm acesso e aos quais se agarram. Se conseguirem estabelecer domínio sobre alguém, identificam-se com o seu próprio Espírito, fascinam-no, obsediam-no, subjugam-no e o conduzem como se fosse uma criança.
- A obsessão jamais se dá senão por Espíritos inferiores. Os bons Espíritos não produzem nenhum constrangimento; aconselham, combatem a influência dos maus e se afastam, desde que não sejam ouvidos.
- O grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz marcam a diferença entre a obsessão, a subjugação e a fascinação.
- Por sua vontade pode sempre o homem sacudir o jugo dos Espíritos imperfeitos, porque em virtude de seu livre arbítrio, há escolha entre o bem e o mal. Se o constrangimento chegou a ponto de paralisar a vontade e se a fascinação é tão grande que oblitera a razão, então a vontade de uma terceira pessoa pode substituí-la.


8.1 - CAUSAS DA OBSESSÃO

"Reconcilia-te sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26).


Basicamente, a obsessão tem quatro causas: as morais, as relativas ao passado, as contaminações e as anímicas.


a) As causas morais
As obsessões de causas morais são aquelas provocadas pela má conduta do indivíduo na vida cotidiana. Ao andarmos de mal com a vida e com as pessoas, estaremos sintonizando nossos pensamentos com os Espíritos inferiores e atraindo-os para perto de nós. Desse intercâmbio de influências poderá nascer uma obsessão.
Vícios mundanos, como o cigarro, a bebida em excesso, o cultivo do orgulho, do egoísmo, da maledicência, da violência, da avareza, da sensualidade doentia e da luxúria poderão ligar-nos a entidades espirituais infelizes que, mesmo desencarnadas, não se desapegaram dos prazeres materiais. Esses Espíritos ligam-se aos "vivos" para satisfazerem seus desejos primitivos, tratando as pessoas como se fossem a extensão de seus interesses no plano material.


b) As causas relativas ao passado
As obsessões relativas ao passado são aquelas provenientes do processo de evolução a que todos os Espíritos estão sujeitos. Nas suas experiências reencarnatórias, por ignorância ou livre arbítrio, uma entidade pode cometer faltas graves em prejuízo do próximo. Se a desavença entre eles gerar ódio, o desentendimento poderá perdurar por encarnações a fio, despontando nos desafetos, brigas, desejos de vingança e perseguição. Casos assim podem dar origem a processos obsessivos tenazes.
Desencarnados, malfeitor e vítima continuam a alimentar os sentimentos de rancor de um para com o outro. Se um encarna, o outro pode persegui-lo, atormentando-o e vice-versa.


c) As contaminações
As contaminações obsessivas geralmente acontecem quando uma pessoa freqüenta ou simplesmente passa por ambientes onde predomina a influência de Espíritos inferiores. Seitas estranhas, onde o ritualismo e o misticismo se fazem presentes; terreiros primitivos, onde se pratica a baixa magia; benzedeiras e mesmo centros espíritas mal orientados são focos onde podem aparecer contaminações obsessivas. Espíritos atrasados, ligados ao lugar onde a pessoa freqüentou ou visitou, envolvem-se na sua vida mental, prejudicando-a. Ocorrem também situações em que as irradiações magnéticas vindas desses ambientes, causam-lhe transtornos fluídicos. A gravidade dos casos estará na razão direta da sintonia que os Espíritos inferiores estabelecerem com os pacientes.


d) Causa anímica ou auto-obsessão
As obsessões anímicas são causadas por uma influência mórbida residente na mente do próprio paciente. Por causa de vícios de comportamento, ele cultiva de forma doentia pensamentos que causam desequilíbrio em sua área emocional.
Muitas tendências auto-obsessivas são provenientes de experiências infelizes ligadas às vidas passadas do enfermo. Angústia, depressão, mania de perseguição ou carências inexplicadas podem fazer parte de processos auto-obsessivos.
O auto-obsediado costuma fechar-se em seus pensamentos negativos e não encontra forças para sair dessa situação constrangedora. Esse posicionamento mental atrai Espíritos doentios que, sintonizados na mesma faixa psíquica, agravam sua doença espiritual.
A fluidoterapia, largamente usada nas casas espíritas, pode ser utilizada como auxiliar no tratamento das auto-obsessões. A melhor terapia, no entanto, é a reeducação através da conscientização dos seus males e conseqüente mudança de postura.


8.2 - CARACTERÍSTICAS DA OBSESSÃO

A Obsessão apresenta características que pode situá-la no grau de gravidade que lhe é própria. Há três graus de gravidade: Obsessão Simples, Fascinação e Subjugação.


a) Obsessão Simples
É um tipo de influência que, de forma sutil, constrange a pessoa a praticar atos ou ter pensamentos diferentes do que geralmente possui. O obsedado, às vezes, nem percebe o que lhe está ocorrendo. Em outras, têm consciência da influência daninha, mas não consegue se livrar dela. Este tipo de obsessão é muito comum e pode agravar-se, dependendo da natureza do Espírito atrasado envolvido e das disposições morais do paciente.


b) Fascinação
Allan Kardec disse, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", que a fascinação é o pior tipo de obsessão. Trata-se de uma ilusão provocada por um Espírito hipócrita que domina a mente do paciente, distorcendo seu senso de realidade. O Espírito obsessor planeja muito bem seu intento destrutivo e busca envolver o indivíduo em artimanhas mentais bem preparadas.
As portas de entrada para a fascinação, como sempre, são as falhas morais. É no orgulho de sua vítima que o Espírito hipócrita encontra o alimento para fascinar-lhe a personalidade.
Para conseguir seu domínio, a entidade maldosa exalta a vaidade do obsedado, fazendo-o sentir-se infalível e autoconfiante. A ilusão é tamanha que o fascinado adquire uma grandiosa cegueira, o que não lhe permite perceber o ridículo de certas ações que pratica.
Doutrinas absurdas, idéias contraditórias, teorias impraticáveis podem ser oriundas da ação de médiuns ostensivos ou não, que estão sob o império da fascinação. A pessoa fascinada dificilmente aceita sua condição de enferma, o que dificulta a cura do processo obsessivo. Geralmente se aborrece com as críticas e com as pessoas que não participam de sua admiração e afasta-se de quem quer que possa abrir-lhe os olhos.
Do simples e ignorante, ao intelectual e letrado, todos podem ser vítimas da fascinação.


c) Subjugação
A subjugação pode ser moral ou corpórea. No caso moral, o Espírito obsessor adquire forte domínio sobre o psiquismo do indivíduo, levando-o a tomar decisões contrárias ao seu desejo. Na fascinação há uma ilusão. Na subjugação, o paciente tem consciência do que lhe acontece.
Na subjugação corpórea, além de exercer o domínio psíquico, o obsessor atinge a parte fluídica perispiritual do doente. Domina seu corpo físico e, às vezes, numa crise semelhante à epilepsia, atira-o ao chão. Como o obsedado fica quase sempre sem as energias necessárias para dominar ou repelir o mau Espírito, carece da intervenção de uma terceira pessoa com ascendência moral sobre ele, para auxiliá-lo a sair da difícil situação.


8.3 - SITUAÇÕES OBSESSIVAS

As obsessões, de um modo geral, não apresentam gravidade. São fáceis de serem tratadas pela metodologia espírita. Só em um pequeno número de casos há fatores que facilitam a degeneração do processo, culminando na fascinação ou subjugação. Em quase todos os processos obsessivos existem duas partes envolvidas. Só na auto-obsessão, o indivíduo atormenta-se a si mesmo. Assim, podemos ter os seguintes casos de situação obsessiva: De desencarnado para encarnado.
- De encarnado para desencarnado.
- De desencarnado para desencarnado.
- De encarnado para encarnado.
- Obsessão recíproca
- Auto-obsessão.


8.4 - O TRATAMENTO DA OBSESSÃO

"Quando o Espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa donde saí.
E, chegando, acha-a varrida e adornada.
Então vai, e leva consigo outros sete Espíritos piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro"
- (Lucas, cap. 11, 24 - 26).


A obsessão, como todas as enfermidades, pode ser curada através de tratamentos especializados. Para se tratar essa enfermidade espiritual, são necessários alguns procedimentos terapêuticos:


a) Conscientização
Deve-se conscientizar o paciente da situação de enfermo em que se encontra, para que, com sua força de vontade, possa ajudar-se na cura. Nenhum tratamento surtirá efeito se não contar com a vontade de quem precisa dele.


b) Reeducação
É preciso orientar o assistido sobre a necessidade de melhoria de sua conduta na vida diária. Que se esforce para evitar os vícios mais grosseiros e que procure controlar suas más tendências. Sem essa mudança de postura e de visão, dificilmente ficará livre das más influências, que predispõem aos processos obsessivos.
Importante lembrar que os bons exemplos vindos de quem ministra a instrução é uma das grandes armas na luta contra a obsessão.


c) Evangelização
Enfatizar sempre ao enfermo a necessidade de observar os ensinos morais do Evangelho de Jesus, roteiro seguro para libertação dos males do Espírito. Orientar a necessidade da freqüência regular à casa espírita, até que sua enfermidade seja curada ou esteja sob controle. Estimular o hábito da prece, o mais poderoso auxílio no tratamento de obsedados.


d) Intercâmbio espiritual
Orientar moralmente o Espírito obsessor nas reuniões mediúnicas, evocando-o em médiuns preparados para esta tarefa, aconselhando-o a seguir outro caminho que não o da vingança, da mentira ou dos prazeres inferiores. Este trabalho de esclarecimento deve ser feito por pessoas com experiência e conhecimento da ciência espírita, a fim de atingir os resultados esperados.


e) Reequilíbrio familiar
Sempre que possível, a equipe responsável pelo tratamento do enfermo deverá orientar moralmente sua família que, em muitos casos, está envolvida direta ou indiretamente na problemática obsessiva. Além disso, o apoio e a compreensão dos familiares no processo de cura desta grave enfermidade espiritual é fundamental.


g) Tratamento médico
Nos casos em que o processo obsessivo apresentar-se com grave comprometimento psíquico, o paciente deverá receber assistência de um profissional habilitado, que lhe despenderá os cuidados necessários.
É importante enfatizar que não podemos interferir nas prescrições médicas, tampouco suspender medicamentos por conta própria.


f) Ascendência moral
Para se conseguir bons resultados nas tarefas de desobsessão, é preciso que a equipe de atendimento tenha ascendência moral sobre o Espírito obsessor e isso só é possível cultivando uma vida moral sadia. O falar sem exemplificação transforma-se em letra morta. Jesus expulsava os maus Espíritos apenas com o uso de sua autoridade moral. Disse que poderíamos fazer o mesmo.


"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" - (Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).