quarta-feira, 27 de abril de 2011

Não percas a tua Fé

Em determinados momentos da vida, somos surpreendidos por situações que nos levam a duvidar de nossas capacidade de superá-las. Mas é certo que Deus não nos dá fardo maior que a nossas forças. Cada um carrega a "cruz" a que está apto a carregar. Creio que todos esses percalços são merecidos, necessários e nos trazem crescimento espiritual.

Trago este tema porque hoje recebi de um amigo virtual a mensagem que deixo abaixo. Espero que quem passe por aqui reflita sobre o assunto, sobre as razões que o levou ao acontecimento que o aflige e o aprendizado que trás o ocorrido.

Fiquem todos com Deus!


"Não percas a tua Fé

Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para frente, erguendo-te por luz celeste acima de ti mesmo.

Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.

Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te.

Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia..."


Autor: Meimei
Psicografia de Chico Xavier

sábado, 26 de março de 2011

A grandeza de Deus




Recebi este texto por e-mail e repasso para este espaço acreditando que poderá apaziguar os males dos que passam por aqui . Desconheço o autor, assim se alguém souber a fonte, peço que a mencione. Fiquem todos com Deus!


A GRANDEZA DE DEUS

Tudo o que você permite puxá-lo para trás, irá puxá-lo para trás. Tudo o que você permite que o empurre para frente, o empurrará para frente.

Há muitos fatos que ocorrerão em sua vida que irão influenciar você. Entre tantas destas haverá algumas que você poderá considerar ruins ou boas conforme a sua decisão de escolha.

Grandes desapontamentos e tragédias podem fazê-lo se levantar da aparente condição de perfeição, e magníficas realizações podem vir destas desesperadas e aparentemente perdidas condições.

O que importa não é a natural aparência da situação. O que importa é como você irá lidar e o que irá fazer com está situação.

Até em lugares onde outros falharam, você tem a oportunidade de sucesso. Até os fatores que limitaram outros pode ser o motivo de sua motivação para conseguir.

Muitas coisas podem ser inevitáveis. Não foi para o caminho que você escolheu?
Faça-o ser positivo, produtivo e de real valor.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vou pela trilha...


Depois de uma longa etapa, em que minha fé foi testada de diversas e dolorosas formas, só posso dizer que consegui superar. Não foi fácil, mas contei com o apoio de amigos verdadeiros e com o amparo de meus protetores espirituais. Antes de tudo, foi a maior demonstração que tive de que Ele sempre sabe o que faz e que não foi por acaso que esse caminho me foi apontado... Estou na trilha certa!!!

Fiquem todos com Deus!

domingo, 18 de julho de 2010

Ora, aguarda e confia...


Há certos momentos na vida, em que o melhor é aguardar o desenrolar dos fatos, para saber o que realmente o futuro nos reservou. Estou passando por uma fase assim... Um momento "stand by", em que deixo a vida me levar para depois tomar decisões.

No entanto, esta inércia não é nada tranquila. Pelo contrário, sinto uma angústia imensa de não saber o que virá amanhã. Assim, buscando alívio para esse sentimento, encontrei o texto que vem a seguir:

Deus Sabe

Há momentos muito difíceis, que parecem insuperáveis, enriquecidos de problemas e dores que se prolongam, intermináveis, ignorados pelos mais próximos afetos, mas que Deus sabe.

Muitas vezes te sentirás à borda de precipícios profundos, em desespero, e por todos abandonado. No entanto, não te encontrarás a sós, porque, no teu suplício, Deus sabe o que te acontece.

Injustiçado, e sob o estigma de calúnias destruidoras, quando, experimentando incomum angústia, estás a ponto de desertar da luta, confia mais um pouco, e espera, porque Deus sabe a razão do que te ocorre.

Vitimado por cruel surpresa do destino, que te impossibilita levar adiante os planos bem formulados, não te rebeles, entregando-te à desesperação, porque Deus sabe que assim é melhor para ti.

Crucificado nas traves ocultas de enfermidade pertinaz, cuja causa ninguém detecta, a fim de minimizar-lhe as conseqüências, ora e aguarda ainda um pouco, porque Deus sabe que ela vem para tua felicidade.

Deus sabe tudo!

Basta que te deixes conduzir por Ele, e sintonizado com a Sua misericórdia e sabedoria, busca realizar o melhor, assinalando o teu caminho com as pegadas de luz, características de quem se entregou a Deus e em Deus progride.

Pelo espírito de Joanna de Angelis

No livro "Filho de Deus", psicografado por Divaldo Pereira Franco.




Sei que amanhã vou encontrar o que me é necessario neste momento. E é exatamente esta certeza que me sustenta. ORAR, AGUARDAR e CONFIAR são os verbos de ordem neste momento...

Fiquem todos com Deus!

domingo, 18 de abril de 2010

Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados


Estou muito decepcionada com uma determinada "prova" que foi posta em meu caminho... Sei que as adversidades exitem por um motivo e que "nada acontece por acaso". Depois do tropeço, me aprumei e estou redirecionando a minha história. As vezes criamos falsas expectativas e nos deparamos com obstáculos que não eram necessários.


"O Evangelho Segundo o Espiritismo", em seu Capítulo V - Bem-aventurados os aflitos, trás os "Motivos de resignação", que se aplica ao momento em que estou vivendo. Segue um trecho...


"Por estas palavras: Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados, Jesus aponta a compensação que hão de ter os que sofrem e a resignação que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prelúdio da cura.

Também podem essas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo são o pagamento da dívida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na Terra, essas dores vos poupam séculos de sofrimentos na vida futura. Deveis, pois, sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa dívida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantirá a tranqüilidade no porvir." (...)


Fiquem todos com Deus!




domingo, 24 de janeiro de 2010

Perdão das Ofensas




"Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia."
(S. MATEUS, cap. V, v. 7.)

Estou me recuperando de um ataque. Fui alvejada pela inveja de uma colega. Não utilizarei este espaço para narrar os artifícios utilizados, nem os danos causados. Mas o "x" que me leva a abrir este tópico é a obrigação que todo cristão tem de perdoar seus agressores. A difícil arte de perdoar!!!
A minha primeira reação, ao saber do ocorrido, foi de não acreditar. Mas depois que me conformei com o ocorrido, me peguei questionando de como seria a minha reação ao encontrar com esta pessoa. Confesso que pensei em dizer “poucas e boas”. Mas depois do sangue esfriado e as idéias devidamente ventiladas, conclui que um combate direto não me levaria a lugar algum. Muito pelo contrário, me contaminaria com a energia dela, ou seja, me colocaria no mesmo nível. Sabemos que este não é o caminho certo, pois vibrar no mal só o faz aumentar.

Buscando o tema na codificação espírita, temos no Capítulo X do O Evangelho Segundo o Espiritismo, a mensagem a seguir:

“15. Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si próprio; perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era. Perdoai, pois, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe, porquanto, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência? Oh! ai daquele que diz: "Nunca perdoarei", pois pronuncia a sua própria condenação. Quem sabe, aliás, se, descendo ao fundo de vós mesmos, não reconhecereis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por uma alfinetada e acaba por uma ruptura, não fostes quem atirou o primeiro golpe, se vos não escapou alguma palavra injuriosa, se não procedestes com toda a moderação necessária? Sem dúvida, o vosso adversário andou mal em se mostrar excessivamente suscetível; razão de mais para serdes indulgentes e para não vos tomardes merecedores da invectiva que lhe lançastes. Admitamos que, em dada circunstância, fostes realmente ofendido: quem dirá que não envenenastes as coisas por meio de represálias e que não fizestes degenerasse em querela grave o que houvera podido cair facilmente no olvido? Se de vós dependia impedir as conseqüências do fato e não as impedistes, sois culpados. Admitamos, finalmente, que de nenhuma censura vos reconheceis merecedores: mostrai-vos dementes e com isso só fareis que o vosso mérito cresça.

Mas, há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitas pessoas dizem, com referência ao seu adversário: "Eu lhe perdôo", mas, interiormente, alegram-se com o mal que lhe advém, comentando que ele tem o que merece. Quantos não dizem: "Perdôo" e acrescentam. "mas, não me reconciliarei nunca; não quero tornar a vê-lo em toda a minha vida." Será esse o perdão, segundo o Evangelho? Não; o perdão verdadeiro, o perdão cristão é aquele que lança um véu sobre o passado; esse o único que vos será levado em conta, visto que Deus não se satisfaz com as aparências. Ele sonda o recesso do coração e os mais secretos pensamentos. Ninguém se lhe impõe por meio de vãs palavras e de simulacros. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é peculiar às grandes almas; o rancor é sempre sinal de baixeza e de inferioridade. Não olvideis que o verdadeiro perdão se reconhece muito mais pelos atos do que pelas palavras. - Paulo, apóstolo”. (Lyon, 1861.)


Fiquem todos com Deus!




sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Flagelos destruidores


Quando nos deparamos com grandes fatalidades, como as decorrentes das chuvas no início do ano que vitimou dezenas de pessoas em Angra dos Reis, ou do terremoto na última terça-feira, dia 11/01, ocorrido no Haiti, o país mais pobre das Américas, que matou dezenas de milhares de pessoas, nos questionamos quanto aos motivos determinantes de tal sina. Não há como meditar sobre este tema sem buscar respostas em causas determinantes vividas em outras encarnações. No Livro dos Espíritos, em suas questões 737 a 741, que tratam dos flagelos destruidores, aborda o assunto:

Flagelos destruidores

737 Com que objetivo os flagelos destruidores atingem a humanidade?

– Para fazê-la progredir mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? É preciso ver o objetivo para apreciar os resultados dele. Vós os julgais somente do ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que ocasionam; mas esses aborrecimentos são, na maior parte das vezes, necessários para fazer chegar mais rapidamente a uma ordem de coisas melhores e realizar em alguns anos o que exigiria séculos.


Vale a pena refletir sobre o tema. Fiquem todos com Deus!



sábado, 28 de novembro de 2009

O ferreiro


Esta semana ouvi este conto. Gostei muito da mensagem, que trata da força da fé testada ante as adversidades da vida, e o procurei na net. Trago-o para este espaço na esperança de que auxilie algum visitante que "por acaso" passe por aqui e esteja necessitando.
Fiquem todos com Deus!

O ferreiro
(Lynell Waterman - por Paulo Coelho)

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e
dívidas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou:

- É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado .

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro:

- Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita. Uma vez apenas não é suficiente.

O ferreiro deu uma longa pausa e continuou:

- As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:

- Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e as vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: 'Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser. Mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Francisco de Assis




"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna..."





Estava meditando sobre algumas coisas que aconteceram esta semana e que me aborreceram um tanto... Sei que contribui para que uma parte dos acontecimentos tomassem o rumo em que está agora. E desta forma, refletindo e navegando na net, cheguei "coincidentemente" a Oração de Francisco de Assis. Espírito que nos trouxe muitos ensinamentos e que hoje me deixou mais introspectiva...



Fiquem todos com Deus!


domingo, 20 de setembro de 2009

Reencarnações



Recebi por e-mail uma mensagens supostamente psicografada pelo menino João Hélio. Para quem não lembra, trata-se de mais uma tragédia, ressultante de um assalto, em que um garotinho ficou preso ao cinto de segurança do carro da mãe.

Ressalto que desconheço a veracidade da mensagem. Mas segundo o e-mail, a mensagem foi recebido por um médium, em uma sessão do Centro Espírita Leon Dennis, frequentado pelos pais do menino. Trago-a para que todos reflitam sobre a lição, que o susposto João Hélio quis repassar:

"Nasci na Gália no ano de 22 AC e desencarnei na Líbia no ano 20 da era cristã.
Fui oficial da legião dos leões que estava na Líbia, Núbia.
Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por dois cavalos velozes, crianças, homens, mulheres, novos e velhos, que eram puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África.

Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares... Morri em combate com tropas egípcias e me deparei em uma região de treva profunda, talvez uma caverna.

Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam.
Fui levado a um estado de total animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram.
Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo meu espírito reajustado, minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos. E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza DEUS !
Por trezentos anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros.

No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como filho, um casal tiranizado por mim aceitou.
Reencarnei.
Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao Pai ter me atendido dando destino igual ao que dei às minhas vítimas. Estou em paz, estou na luz. Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão. Confio em Deus.

Titus Aelius"

A foto da postagem de hoje é uma homenagem a minha mãe. Mulher guerreira e que tem como profissão trazer ao mundo os espíritos que buscam uma nova oportunidade.

Fiquem todos com Deus!

domingo, 13 de setembro de 2009

Afinidades espirituais...




"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"...
Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe


Uma grande amiga, pessoa iluminada e com quem tenho grande afinidade espiritual, mudou-se para outra cidade nesta semana... Estou muito feliz, porque sei que é para o bem dela,. Mas ao mesmo tempo, estou muito triste, pois sentirei uma saudade imensa.

Com ela aprendi muitas coisas, principalmente a ser mais prática, menos fantasiosa. Aprendi a valorizar as pequenas coisas e a não valorizar demais os obstáculos que surgem na vida. Enfim, aprendi a colocar os pés no chão e a dar um passo de cada vez...
Esse vazio todo que sinto me fez refletir sobre as ligações espirituais, laços muito mais fortes que os carnais. Assim, trago a questão nº 297, do Livro dos Espíritos:


"297 A afeição que dois seres tiveram na Terra sempre continuará no mundo dos Espíritos?

– Sim, sem dúvida, se é fundada sobre uma simpatia verdadeira. Mas se as causas físicas foram maiores que a simpatia, ela cessa com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e mais duráveis do que as da Terra, porque não estão sujeitas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio."





Desejo a todos, principalmente a esta grande amiga, que fiquem com Deus!




sexta-feira, 19 de junho de 2009

Na medida certa


Os últimos posts foram muito armargos, então resolvi adoçar um pouco com este pequeno conto que encontrei na net. É singelo, mas muito últil... Fiquem todos com Deus!





"Às vezes nos perguntamos: "O que eu fiz para merecer isso?", ou "Por que Deus tinha que fazer isso justo comigo?" Aqui vai uma belíssima explicação:

A filha dizia a sua mãe como tudo ia errado. Ela não se saiu bem na prova de Matemática, o namorado resolveu terminar com ela e a sua melhor amiga estava de mudança para outra cidade. Enquanto isso, sua mãe preparava um bolo e perguntou se a filha gostaria de um pedaço, e ela disse:
- É claro mãe, eu adoro os seus bolos.
- Toma, um pouco de óleo de cozinha.
- Credo!
- Que tal então comer uns ovos crus?
- Que nojo, mãe!

- Quer então um pouquinho de farinha de trigo ou bicarbonato de sódio?

- Mãe, isso não presta!

A mãe então respondeu:

- É verdade, todas essas coisas parecem ruins sozinhas, mas quando as colocamos juntas, na medida certa, elas fazem um bolo delicioso."


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Justiça divina


Na última postagem, o tema foi a "Justiça divina". Novamente volto a abordá-lo, desta vez enfocando outro tema da atualidade... Trata-se da tragédia ocorrida com o vôo 447 do airbus da Air France e que vitimou 228 passageiros. Diante de acontecimentos como este, questiona-se as "coincidências" que acarretam o fim de tantas vidas ao mesmo tempo em um terrível acidente.

O Livro dos Espíritos trata do assunto nas questões 737 a 741, quando faz referência aos Flagelos Destruidores. Segundo o entendimento doutrinário, coincidências não existem e nada acontece por acaso. Assim, as tragédias coletivas envolvem espíritos que possuem dívidas semelhantes e passam por suas provas expiatórias em conjunto. Seria uma forma de reunir os semelhantes, para que juntos, diminuam suas pedências de outras encarnações.

Na literatura espírita é possível encontrar diversos relatos que esclarecem outros grandes acontecimentos trágicos da História. No livro "Cartas e Crônicas", o espírito do jornalista Humberto de Campos relaciona o incêndio do circo em Niterói, ocorrido em dezembro de 1961 , que atingiu "proporções devastadoras em poucos minutos, ferindo e matando centenas de pessoas, queimadas, asfixiadas pela fumaça ou pisoteadas pela multidão em desespero" com a morte de diversos cristãos no 177 dC em Lyon, mais especificamente ao sopé da colina de Fourvière, em "comemoração" a uma visita ilustre àquela localidade. De acordo com o livro, seria uma forma de quitar as matanças em forma de espetáculo dos seguidores do Nazareno, muito comum naquela época.

Independente da situação anterior que envolva as vítimas de uma tragédia, é importante ressaltar que Deus é sempre justo e que todo infortúnio que ocorre deve-se a uma causa anterior. Sim, Ele é um pai misericordioso e bom, que aplica a pena correta para educar seus filhos.

Encerro aqui rogando aos bons espíritos o socorro necessário às vítimas do desatre e amparo aos familiares e amigos.

Fiquem todos com Deus!

sábado, 30 de maio de 2009

Mortes prematuras


Diante de tanta polêmica, mesmo passado quase um mês do ocorrido, me pareceu apropriado abordar este tema...

Trata-se de um acidente de trânsito, ocorrido no dia 7 de maio, aqui em Curitiba, que envolveu um motorista alcoolizado, e ocasionou o falecimento de dois jovens. Estou falando do acontecimento que resultou nas trágicas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida e que marcará para sempre a vida do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho.

Não cabe a este espaço discutir as questões legais do ocorrido, muito menos atribuir juízo de valor à conduta do sobrevivente. O que me leva a mencionar esta triste história, são os questionamentos que surgem quando nos deparamos com situações semelhantes a esta. Se são jovens que partem para o outro plano de forma inesperada, questionamos os desígnios de Deus... No momento em que nos deparamos com uma grande perda, o sofrimento dificulta a compreensão. Mas certo é que Deus, por ser justo, coloca em nosso caminho os percalços que são necessários à evolução espiritual. O Evangelho Segundo o Espiritismo trata do assunto em seu Capítulo V - Bem-Aventurados os Aflitos, como segue:

"Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras

21. Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.

É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?

Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.

Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. - Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)"

O Evagelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V


Peço a Deus luz no caminho dos desencarnados e paz no coração dos familiares.
Fiquem todos com Deus!

domingo, 3 de maio de 2009

Os tormentos voluntários



Os tormentos voluntários, a diversas escolhas que erroneamente realizamos em nossas vidas. Mais uma vez volto a este tema, devido a um acontecimento que passo a relatar.

Tenho uma amiga que possuia uma vida estruturada. Independente finaceiramente, com um bom emprego público, um apartamento próprio, um carro quitado, muitos amigos, festas, viagens e liberdade para fazer o que bem entendesse. Mas para ela, a vida não aparentava ser tão boa assim. Desta forma, vivia constantemente manisfestando sua insastifação, tanto com os bens materiais, como com a vida profissional. Entendo que todos nós temos o direito de almejar o crescimento. Afinal, nada cai do céu e devemos batalhar e muito para conseguir um lugar ao sol.

Nesta busca, esta minha amiga resolveu que precisava de mais tempo e paz no intuito de estudar para um concurso muito visado. Assim, buscando a tal tranquilidade, pediu transferência para uma cidadezinha do interior e foi embora de mala e cuia. Durante este processo de mudança, diversas vezes a adverti quanto às dificuldades que surgiriam e confesso que tentei demovê-la desta idéia. Mas nada surtiu efeito. Só me coube deseja-la sorte e sucesso nesta empreitada.

Como havia previsto, as dificuldades apareceram... A falta de estrutura da cidade, a distância da família e dos amigos, a adaptação a uma nova rotina de trabalho e etc. E em poucos meses depois, ela confessou o arrependimento da escolha que fez. Tentei encorajá-la dizendo que nada que acontece em nossas vidas ocorre por acaso e se ela está lá, algum aprendizado deverá tirar desta vivência.

Refletindo sobre a angústia da minha amiga, cheguei ao tema dos tormentos voluntários. Quantas vezes nos encontramos em situações desconfortáveis que nós mesmos escolhemos? Afinal, sempre somos responsáveis por nossas escolhas. Pode ser a mudança de cidade, a escolha de um companheiro, a compra de algum bem, ou outra escolha qualquer que realizamos, dentre as infinitas opções que temos ao nosso redor. Sim, somos e muito responsáveis pelo nosso destino. Pois como a doutrina mesmo diz, "tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus". Livro dos Espíritos, 664 .

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. (Lyon, 1860).

Fiquem todos com Deus!


sábado, 1 de novembro de 2008

Dia das bruxas


Ontem a tardezinha, bateram a minha porta. Fiquei surpresa, pois não esperava ninguém. Quem poderia saber que eu estava em casa naquele horário? Por incrível que pareça, não era nenhuma visita inconveniente. Ouvi uns risinhos seguidos de um inacreditável “doce ou travessura?”. As crianças da vizinhança estavam vestidas a caráter (um deles inclusive era o próprio Harry Potter), cumprindo o ritual do halloween bem na minha porta! Acho que fiquei um meio segundo processando a informação. Não lembrava que era o tal do dia das bruxas. Afinal, essa não é uma tradição do meu folclore. Mas devo confessar que achei bem engraçadinho. Como não sorrir para aquelas carinhas? Mas eu não tinha “doces” e negociei as travessuras por umas moedinhas.

Depois fiquei meditando. Este ano, e em nenhum outro, vi aqui em Curitiba crianças correndo pelas ruas atrás de doces no dia 27/9, como manda a tradição de Cosme e Damião. Penso no ocorrido como no mínimo curioso. Por que adotarem costumes estrangeiros se nem conhecemos os nossos?

Mesmo assim, busquei na internet um texto que explicasse a origem do Halloween. Encontrei um site muito interessante com um nome instigante “Partidas e chegadas – a vida em dois planos”. Vale a pena ler:

“Hoje (31/10) comemora-se o Halloween, popularmente chamado de Dia das Bruxas, festa que se popularizou nos últimos anos no Brasil. Nesta época, são realizadas diversas festas para marcar a data. Quando os celtas inventaram o Halloween, a tradição não mandava comer guloseimas nem se fantasiar de bruxa. O objetivo celebrar o começo do inverno e homenagear os espíritos dos mortos.

Na região da atual Irlanda, há aproximadamente 2 mil anos, os celtas comemoravam seu ano novo em 1º de novembro, data que também marcava o fim das estações quentes do ano. Eles acreditavam que, na véspera, chamada de “Samhain”, o mundo dos vivos e dos mortos se mesclava. A festa do “Samhain” incluía o sacrifício de animais e uma grande fogueira em homenagem aos mortos. O cristianismo é que teria injetado o ar “diabólico” ao Halloween, já que associava espíritos e fantasmas ao paganismo e ao mal. Mas a festa originalmente não tinha a intenção de ser assustadora, e sim uma celebração.

“O Halloween como o conhecemos hoje vem da época em que os missionários cristãos tentaram mudar as práticas religiosas dos celtas”, analisa Santino. Para substituir a festa pagã do “Samhain” por uma comemoração cristã, a Igreja Católica determinou que o 1º de novembro seria o Dia de Todos os Santos (All Saint’s Day), também chamado de All-hallows. A véspera, portanto, era chamada de All-Hallows Eve, que depois virou Halloween.

A festa se popularizou nos EUA com a chegada de um grande número de imigrantes irlandeses, no século XIX, e a ela foram agregadas diversas novidades. Uma delas é o uso de fantasias. Já que os celtas acreditavam que, na noite de 31 de outubro, os espíritos dos mortos vagavam junto a fadas, bruxas e demônios, estes acabaram sendo os temas mais comuns dos disfarces de Halloween. A tradição de “gostosuras ou travessuras” também pode ser creditada aos celtas, que costumavam oferecer comida aos espíritos do Halloween para aplacá-los e para indicar-lhes o caminho das casas de suas famílias.

As abóboras ocas e recortadas, outro ícone do Halloween, são tipicamente norte-americanas. “Uma lenda celta dizia que um espírito que não conseguia ir nem ao céu nem ao inferno usou uma lanterna para guiar-se. Os irlandeses, ao imigrar aos Estados Unidos, conheceram as abóboras e perceberam que, ocas, elas também funcionavam bem como lanternas e continuaram assim a tradição”, diz Santino. No Brasil, redes de escolas de idiomas passaram a incluir o Halloween em suas atividades culturais".


Fonte: http://www.partidaechegada.com/2008/10/origem-do-dia-das-bruxas


Fiquem todos com Deus!


O mandamento maior





O mandamento maior

4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: "Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: "E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro" , isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

(O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XV - Fora da Caridade Não Há Salvaçao)


Estava refletindo sobre o mundo na atualidade. A correria do dia-a-dia, a velocidade do tempo e das informações... Essa loucura toda que é a vida. Refleti também nas infinitas formas que existem atualmente para encontrar Deus. São tantas as religiões e seitas, são tantos os caminhos... Mas onde está Deus? De repente me peguei cantarolando esta canção:


MELHOR AINDA (GRUMEPA)

Você vai mal se pensar sempre no mal,

Se você fizer o mal e no mal se saciar.

Vai bem melhor se no bem você pensar,

Mesmo que ainda não consiga bem somente praticar.

Melhor ainda se no bem você pensar,

Conseguindo praticá-lo em favor do seu irmão.

Sejamos bons pois o bem faz muito bem,

Quem é bom vai mais além nessa reencarnação



Conclui que o meio que temos de alcançar a Deus no meio do caos do dia-a-dia é continuar fazendo bem, ajudando o próximo... O não atrapalhar também é uma forma de ajuda. Assim como não pensar, vibrar ou desejar o mal é essencial.


Fiquem com Deus!

domingo, 12 de outubro de 2008

Sonhos e o contato com o mundo dos espíritos


Na semana passada, uma amiga me contou um sonho que teve. Durante o sonho, ela revivia uma situação que a angustiava, e ainda está angustiando. O interessante é que dormindo ela conseguia resolver o conflito. Mas conscientemente ela sabe que aquela não é uma saída possível. O relato dela me fez pensar sobre o assunto... Se os sonhos são meios de contato com o mundo dos espíritos, porque nem sempre o que sonhamos pode nos auxiliar de alguma forma?

No Livro dos Espíritos, o Capítulo 8, da Segunda Parte trata "Da emancipação da alma", e aborda os sonhos. A pergunta 405 em especial trás a resposta que eu buscava:

"405 Vêem-se freqüentemente em sonho coisas que parecem pressentimentos e que não se realizam; de onde vem isso?

– Elas podem se realizar apenas para o Espírito, ou seja, o Espírito vê a coisa que deseja porque vai procurá-la. Não deveis esquecer que, durante o sono, a alma está constantemente sob influência da matéria, às vezes mais, às vezes menos, e, conseqüentemente, nunca se liberta completamente das idéias terrenas. Disso resulta que as preocupações enquanto acordados podem dar àquilo que se vê a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso verdadeiramente é o que se pode chamar de efeito da imaginação. Quando se está fortemente preocupado com uma idéia, liga-se a essa idéia tudo o que se vê."


Sei que os sonhos nos fazem entrar em contato com o mundo dos espíritos. No entanto, em muitos momentos, da mesma forma que ocorre quando estamos conscientes, nossas preocupações pessoais interferem na interpretação que fazemos do ocorre a nossa volta.

A mente humana é realmente fascinante! Acredito que ainda tenho muito que refletir sobre esse assunto...


Fiquem todos com Deus!



domingo, 17 de agosto de 2008

Anjos de guarda; Espíritos protetores, familiares ou simpáticos



489 Há Espíritos que se ligam a um indivíduo em particular para protegê-lo?

– Sim, o irmão espiritual; é o que chamais de bom Espírito ou bom gênio.

490 O que se deve entender por anjo de guarda?

– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

491 Qual é a missão do Espírito protetor?

– A de um pai para com seus filhos: conduzir seu protegido ao bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolá-lo em suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida."

O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
Parte Segunda – Capítulo 9
Imtervenção dos espíritos no mundo corporal


Hoje resolvi escrever sobre proteção divina, mas especificamente a respeito de espíritos simpatizantes que nos acompanham em muitas jornadas. Anjos da guarda, espíritos que nada têm de mitológico, ao contrário estão constantemente presentes em nossas vidas.

Diante de situações adversas, costumamos questionar quanto a existência de algum tipo de proteção divina. Normalmente nos queixamos quanto a falta de sorte. "Eu não devo ser filho de Deus" é o primeiro pensamento que surge a mente... Mal sabemos que muitas dessas situações poderiam ter um desenlace muito pior, não houvesse ocorrido a intervenção de um espírito simpatizante e/ou protetor.

Também é comum maldizer a sorte diante de um acontecimento que não satisfaça os nossos caprichos. Quando planejamos algo, desejamos ardentemente e o desfecho não se desenvolve da forma esperada, ocorre da mesma forma o questionamento quanto a interferência divina. Na verdade, o que ocorre é para nossa proteção. Talvez não fosse o momento ou algo melhor surgirá mais adiante.

Assim, antes de reclamar de algo que não aconteceu da forma esperada, ou ante um infortúnio, devemos nos questionar qual lição devemos levar dessa fase da vida e agradecer a proteção desses seres tão especiais...


“Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
se a ti me confiou,
a piedade divina,
sempre me rege,
me guarda,
me governa,
me ilumina.
Amém.”




Eu sei que está é uma oração católica, mas ela é de uma beleza tão singela que não pude deixar de trazê-la neste post. Resume de uma forma pura o amor que devemos ter a esses espíritos.

Fiquem todos com Deus!


sábado, 9 de agosto de 2008

Verdades?



O preconcento é causado pelo ausência de conhecimento, de vivências e de leitura. A ignorância sobre determinado tema gera não só diversas crendices infundadas, como cria verdadeiros "monstros" como o racismo, a homofobia, a xenofobia, e ressucita na atualidade os horrores da Segunda Grande Guerra na expansão das teorias Neonazistas.
O assunto que escolhi hoje foi o PRECONCEITO, aquela velha mania que a Humanidade tem de inventar imagens e paradigmas sobre algo que não se conhece verdadeiramente. Esta idéia me veio a mente após finalizar a leitura do livro "Tambores de Angola", de Róbson Pinheiro Santos, pelo espírito de Ângelo Inácio. Trata-se de uma belíssima história de uma mãe desesperada, que busca auxílio para o filho obsediado, e encontra a solução na Umbanda. Nesta narrativa encontramos a presença deste sentimento nas dúvidas da mãe. Situações como essas são perceptíveis em nosso dia-a-dia... Quem nunca ouviu comentários maldosos a respeito dos filhos de Aruanda? O livro nos faz pensar na origem dessas "verdades".

Fiquem todos com Deus!